CRIME E CORRUPÇÃO

PF e MPF miram família de Rogério de Andrade no RJ

O contraventor Rogério de Andrade, apontado como um dos maiores bicheiros do Rio de Janeiro
O contraventor Rogério de Andrade, apontado como um dos maiores bicheiros do Rio de Janeiro

Operação Centelha investiga lavagem de dinheiro do jogo do bicho. Bens de R$ milhões e 4 policiais são alvo da Justiça.

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) lançaram nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, a Operação Centelha no Rio de Janeiro, um duro golpe contra a lavagem de dinheiro do jogo do bicho. A ação mira uma complexa rede de postos de gasolina e empresas ligadas à família do bicheiro Rogério de Andrade. Com autorização judicial, agentes federais cumprem mandados de busca e apreensão e bloquearam bens de valor, inclusive de quatro policiais envolvidos, em um esforço para descapitalizar o crime organizado que, ao desviar recursos, lesa a sociedade e alimenta a impunidade.

As investigações apontam que os estabelecimentos, incluindo postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial, eram administrados de forma secreta pelos investigados, configurando um grupo econômico sofisticado dedicado à movimentação ilícita de valores.

Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios estratégicos nas cidades do Rio de Janeiro (RJ) e Mangaratiba (RJ).

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens dos três policiais civis e do policial militar sob investigação, bem como de seus laranjas. Entre os ativos bloqueados estão imóveis, veículos de luxo, cotas de empresas e, notavelmente, ao menos 16 embarcações. Essas medidas cautelares são cruciais para desmantelar a estrutura financeira dos envolvidos e recuperar parte dos valores sonegados.

Quem é Rogério de Andrade?

Rogério de Andrade é uma figura conhecida no submundo do jogo do bicho e um dos financiadores da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel. O contraventor enfrenta processos no STF, acusado de liderar uma organização criminosa que controla o jogo ilegal na zona oeste do Rio de Janeiro. Em 2024, Andrade chegou a ser preso sob suspeita de ter ordenado o assassinato de seu rival, Fernando Iggnácio, evidenciando a violência inerente a essas disputas de poder.

Os investigados na Operação Centelha podem responder por crimes graves como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa. A expectativa é que a operação traga um impacto significativo no combate ao crime organizado no estado, reforçando a confiança nas instituições de segurança e justiça.

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