INVESTIGAÇÃO SOB MEDIDA

PF amplia investigação contra auxiliares de Vorcaro e Miranda na Operação Compliance Zero

Fachada da sede da Polícia Federal com foco na estrutura institucional.
Sede da Polícia Federal em Brasília onde os materiais apreendidos estão sendo periciados.

Decisão do ministro André Mendonça no STF busca identificar rede de colaboradores no caso Master. Ação foca em dossiês contra jornalistas e executivos do setor financeiro.

A Polícia Federal iniciou o processamento do material coletado em 09/07/2026, durante a nova fase da Operação Compliance Zero, com o objetivo de mapear a rede de apoio estruturada por Daniel Vorcaro e Thiago Miranda no caso Master. A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF, visando sanar lacunas probatórias sobre a extensão da organização criminosa.

A investigação aponta que Thiago Miranda articulava o chamado “Projeto DV”, um esquema voltado à defesa reputacional de Vorcaro e do Banco Master. O grupo teria recrutado influenciadores e jornalistas, mediante contratos de sigilo, para atacar instituições públicas e descredibilizar órgãos de fiscalização, como o Banco Central.

O impacto dessas ações atingiu a integridade de profissionais de imprensa e executivos. Segundo a Polícia Federal, havia um monitoramento sistemático voltado a encontrar dados sensíveis sobre desafetos da organização. Entre os alvos citados na decisão judicial estão a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, e o CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, acompanhado de sua esposa, Camila Moretti Maluhy.

De acordo com o ministro André Mendonça, a ação policial fundamenta-se em provas robustas, incluindo comunicações extraídas de dispositivos eletrônicos e registros documentais. A autorização judicial abrange a busca de documentos, dispositivos digitais e bens de luxo, visando desmantelar a estrutura que, conforme as apurações, teria oferecido valores de até R$ 2 milhões para que terceiros aderissem à estratégia de desinformação.

A análise dos bens apreendidos em 09/07/2026 será decisiva para que a PF compreenda a dimensão das violações de privacidade e a responsabilidade dos envolvidos. O inquérito segue em fase de coleta de provas, sem que haja, até o momento, uma sentença definitiva sobre o mérito das acusações.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário