PREÇO NA BOMBA
Petrobras defende governo e culpa distribuidoras por preço do combustível
Propaganda em TV nacional nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, explica privatização de 2021 e aponta margens de lucro de distribuidoras.
Nesta sexta-feira, 1º de maio de 2026, a Petrobras veiculou uma campanha publicitária em rede nacional de TV, durante o intervalo do Jornal Nacional, com o objetivo de defender a gestão do presidente Lula, atribuir a culpa pelos altos preços dos combustíveis às distribuidoras e esclarecer que a estatal não possui mais controle sobre os postos de venda. A iniciativa busca desmistificar a percepção pública sobre a responsabilidade da empresa nos valores cobrados na bomba, impactando diretamente o bolso e o entendimento do consumidor brasileiro, que muitas vezes associa a marca Petrobras aos postos e, consequentemente, aos preços finais.
No vídeo, a Petrobras afirma categoricamente não deter mais o controle sobre a rede de postos de combustíveis. A empresa destaca as elevadas margens de lucro das distribuidoras como um fator preponderante para o valor final que chega ao consumidor. Além disso, a estatal aborda a complexidade geopolítica, mencionando a guerra no Oriente Médio para contextualizar as dinâmicas de distribuição dos combustíveis.
A propaganda reforça que, no Brasil, “nós podemos contar com a energia da Petrobras”, argumentando que a gasolina comercializada para as distribuidoras mantém seu preço estável desde 2024. Contudo, o cenário para o diesel é diferente: o combustível registrou um aumento de 7,18% em abril, na comparação com março, acumulando uma alta superior a 20% desde o início dos conflitos no Oriente Médio. Mesmo assim, a comunicação da estatal garante que o governo federal “está fazendo sua parte” para mitigar esses valores. A mensagem principal é clara: se os preços sobem nas bombas, a responsabilidade não recai sobre a Petrobras nem sobre a atual administração.
A campanha publicitária, intitulada "FIM DA REDE DE POSTOS", dedica-se a uma explicação detalhada da estrutura corporativa da empresa. A Petrobras ressalta que a operação de distribuição foi completamente privatizada em 2021, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Naquele período, a estatal vendeu sua participação remanescente na BR Distribuidora, que hoje opera sob o nome Vibra Energia. Esta mudança estrutural é fundamental para compreender a desvinculação da empresa-mãe dos pontos de venda.
A estratégia narrativa busca desfazer uma percepção arraigada na população brasileira: a de que a logomarca “BR” nos postos significa uma ingerência direta da Petrobras na gestão, logística e política de preços desses estabelecimentos. Ao clarificar que a estatal não possui mais controle sobre esses aspectos, a campanha visa transferir a responsabilidade pela flutuação dos valores na bomba e restaurar a confiança pública na atuação da empresa.
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