COMBUSTÍVEL DE VOO

Petrobras Aumenta Preço do QAV

Vista externa da sede da Petrobras no Rio de Janeiro, com o nome da empresa visível no edifício.
Sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Reajuste de 18% no Querosene de Aviação entra em vigor nesta sexta-feira, 01 de maio de 2026, impactando o setor aéreo.

A Petrobras elevou em 18% o preço médio de venda do Querosene de Aviação (QAV) para as distribuidoras, decisão que entra em vigor nesta sexta-feira, 01 de maio de 2026. A companhia justificou o ajuste, comunicado em nota, por um "contexto excepcional" de instabilidade geopolítica global, visando preservar a demanda pelo combustível e mitigar os efeitos no setor aéreo brasileiro. Contudo, a medida deve gerar um impacto direto nos custos operacionais das companhias, levantando preocupações sobre o encarecimento de passagens e o futuro do mercado de viagens, afetando diretamente a mobilidade e o orçamento de cidadãos e empresas.

O reajuste do QAV, um componente crucial para o custo das passagens aéreas, promete um cenário de desafios para as famílias e empresas que dependem do transporte aéreo. O aumento nos preços do combustível, muitas vezes repassado ao consumidor final, pode tornar viagens de lazer e a negócios mais caras, restringindo o acesso e o fluxo turístico e econômico do país. A manutenção de um setor de aviação saudável é vital para a economia, e qualquer alteração significativa nos custos pode reverberar em diversas cadeias produtivas e no dia a dia da população.

A escalada nos preços do petróleo precede o anúncio da Petrobras, impulsionada por eventos recentes no cenário internacional. Desde o fim de fevereiro, após ataques entre os Estados Unidos e Israel ao Irã, as tensões aumentaram. Este cenário culminou no fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima estratégica que responde por aproximadamente um quinto do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A interrupção deste fluxo crucial pressiona os mercados globais e reflete-se diretamente no custo dos combustíveis.

A estatal, em sua nota, destacou que a medida visa "assegurar o bom funcionamento do mercado", mas o impacto real no bolso do consumidor e na competitividade das companhias aéreas brasileiras será monitorado de perto nos próximos meses.

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