ENERGIA E INOVAÇÃO

Petrobras Anuncia Recorde Histórico de Produção Própria

Vista aérea de uma plataforma de petróleo da Petrobras no mar, com o sol ao fundo, simbolizando a produção de combustíveis como diesel, etanol e gasolina.
Plataformas da Petrobras impulsionam produção de petróleo no Brasil.

A estatal brasileira atinge 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia no 1º trimestre de 2026, com alta de 16,1% em um ano, impulsionada por novos FPSOs e eficiência operacional.

A Petrobras anunciou que alcançou um recorde histórico de produção própria no primeiro trimestre de 2026 (1T26), atingindo uma média de 3,23 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). O aumento expressivo de 16,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pela entrada em operação de novas plataformas e poços, solidifica a posição da estatal como pilar energético do país e sinaliza um futuro promissor para a autossuficiência e a economia brasileira.

Essa marca expressiva foi impulsionada pela entrada em plena capacidade operacional de importantes FPSOs, como o P-78 no estratégico campo de Búzios, o Alexandre de Gusmão no campo de Mero, e as unidades Anna Nery e Anita Garibaldi, que operam nos campos de Marlim e Voador. A manutenção rigorosa da produtividade dos campos, aliada à eficiência operacional e à eficaz redução de perdas por paradas de manutenção, também contribuiu para o êxito.

A expansão da capacidade produtiva incluiu a ativação de dez novos poços produtores durante o trimestre, com sete localizados na tradicional Bacia de Campos e três na promissora Bacia de Santos.

No dinâmico segmento de exploração e produção (E&P), as plataformas do campo de Búzios celebraram um recorde diário operado de 1,037 milhão de barris de óleo em 20 de março, demonstrando a vanguarda tecnológica da companhia. O campo de Mero, por sua vez, também superou a notável marca de 700 mil barris produzidos em um único dia.

A inovação e agilidade operacional são visíveis também na plataforma P-78, que começou a injetar gás em 2 de março, apenas 61 dias após o início de sua produção — um feito notável que representa o menor prazo de comissionamento para o sistema de compressão e injeção de gás entre todas as plataformas próprias da estatal. Paralelamente, a operação de ancoragem da P-79 foi finalizada em apenas 12 dias, estabelecendo um novo recorde interno de celeridade.

A performance robusta se estendeu aos recordes trimestrais de produção total operada, alcançando 4,65 milhões de boed, e de produção total operada no pré-sal, que atingiu 4,01 milhões de boed, evidenciando a crescente importância da camada pré-sal para a produção nacional.

REFINO DEMONSTRA CRESCIMENTO SÓLIDO

No estratégico segmento de refino, transporte e comercialização (RTC), a Petrobras demonstrou um vigoroso aumento de 6,7% na produção total de derivados comparado ao trimestre anterior (4T25), fechando o período com 1,816 milhão de barris por dia (Mbpd). Diesel, querosene de aviação (QAV) e gasolina juntos representaram 68% do total produzido, sublinhando a importância desses combustíveis para a economia e o dia a dia do país.

O fator de utilização total (FUT) do parque de refino alcançou impressionantes 95% neste trimestre, superando em 6 pontos percentuais o desempenho do período anterior. A excelência operacional foi ainda mais evidente em março, quando o índice atingiu 97,4%, o patamar mais elevado desde dezembro de 2014, garantindo maior oferta de produtos essenciais.

Outro feito notável foi o recorde mensal de produção de diesel S10 em março, totalizando 512 Mbpd, crucial para o transporte e a logística nacional. A utilização estratégica do petróleo do pré-sal na carga processada atingiu 69%, o que não só otimiza a produção de derivados de alto valor agregado, mas também reforça a capacidade da Petrobras de adaptar-se às demandas do mercado.

O aumento na oferta refletiu-se positivamente nas vendas: os derivados no mercado interno registraram um crescimento de 2,9% na comparação anual. As vendas de QAV, em particular, totalizaram 126 Mbpd, um acréscimo de 9,6% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior (1T25), impulsionando a aviação civil e a conectividade do país.

Um dado que ressalta a autonomia energética do Brasil é a redução histórica das importações de GLP, que no trimestre somaram apenas 26 Mbpd – o menor volume já registrado pela companhia. Este feito foi possível graças à eficiente produção do Complexo de Energias Boaventura e à otimização contínua do parque de refino.

Para Magda Chambriard, presidente da Petrobras, a proximidade com os consumidores finais é fundamental para que a companhia possa desenvolver soluções cada vez mais alinhadas às exigências do mercado e aos ambiciosos objetivos de descarbonização, projetando a Petrobras para um futuro mais sustentável.

A Agência Petrobras publicou este conteúdo originalmente em 30 de abril de 2026. O material é de livre republicação, com citação da fonte, e foi adaptado para o padrão jornalístico do Poder360, mantendo sua integridade informativa.

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