DIABETES AFETA EMOCIONALMENTE

Pesquisa revela impacto emocional do diabetes e acende alerta sobre saúde mental no Brasil

Gráfico mostrando o impacto emocional do diabetes em pacientes brasileiros.
Estudo do Global Wellness Institute e Roche Diagnóstica aponta para o sofrimento emocional de pacientes com diabetes no Brasil.

Levantamento aponta que sete em cada dez brasileiros com a doença sentem o bem-estar emocional comprometido, com alta incidência de ansiedade e isolamento. Estudo ouvido 4.326 pessoas em 22 países.

O bem-estar emocional de sete em cada dez brasileiros diagnosticados com diabetes é diretamente afetado pela condição, segundo um levantamento abrangente divulgado nesta quinta-feira, 21/05/2026. A pesquisa, realizada pelo Global Wellness Institute em parceria com a Roche Diagnóstica, lança um alerta sobre a saúde mental de pacientes, revelando que a doença impacta significativamente a qualidade de vida e a dignidade dos indivíduos.

Os dados detalham que 78% dos pacientes convivem com ansiedade ou preocupação constante em relação ao futuro, enquanto duas em cada cinco pessoas relatam sentimentos de solidão e isolamento provocados pela condição. Esses sentimentos podem minar a força interior e a capacidade de lidar com os desafios diários do tratamento, reforçando a importância de um suporte psicológico integrado.

A pesquisa ouviu 4.326 pessoas com diabetes em 22 países durante setembro de 2025, com 20% dos entrevistados sendo brasileiros. Essa amostragem robusta sublinha a dimensão do problema no país, que, segundo a Federação Internacional de Diabetes, ocupa a sexta posição mundial em número de casos, com cerca de 16,6 milhões de adultos vivendo com a doença.

O diabetes, condição que ocorre quando o organismo produz pouca insulina ou não consegue utilizá-la corretamente, eleva os níveis de glicose no sangue e aumenta o risco de complicações cardíacas, renais, neurológicas e oculares. No entanto, o estudo revela que o impacto psicológico é igualmente grave.

Entre os entrevistados com diabetes tipo 1, 77% afirmaram que a enfermidade compromete fortemente a saúde emocional, evidenciando a necessidade de abordagens terapêuticas que considerem o indivíduo em sua totalidade.

Os resultados detalham ainda mais o alcance desse sofrimento:

Além disso, apenas 35% dos pacientes se sentem totalmente seguros no controle de sua condição, indicando uma lacuna na confiança e no empoderamento para gerir a doença.

Em um cenário promissor, o estudo apontou que muitos brasileiros veem a tecnologia como uma aliada fundamental no tratamento. Quase metade dos entrevistados acredita que sensores de monitoramento contínuo de glicose deveriam ser mais acessíveis e amplamente utilizados, democratizando o acesso a ferramentas que melhoram o controle e a qualidade de vida.

Entre os pacientes com diabetes tipo 1, a percepção é ainda mais forte: 95% consideram essencial o uso de dispositivos capazes de prever episódios de hipoglicemia e hiperglicemia, garantindo maior segurança e autonomia. Mais da metade dos participantes expressou o desejo de utilizar sensores equipados com inteligência artificial para antecipar alterações nos níveis de glicose, demonstrando uma clara abertura para inovações que possam otimizar o manejo da doença e preservar a dignidade.

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