IMPACTO POLÍTICO

Pesquisa Quaest: Trump se torna cabo eleitoral de Lula após ações envolvendo Flávio Bolsonaro

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em imagens separadas.
Pesquisa Quaest mostra impacto de ações envolvendo Flávio Bolsonaro e Donald Trump no cenário político brasileiro.

Levantamento da Quaest aponta que associação entre senador Flávio Bolsonaro e ex-presidente Donald Trump gera efeitos positivos para Luiz Inácio Lula da Silva, com percepção de corrupção e divisão sobre política externa.

A nova pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 10/06/2026, revela um cenário político onde associações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, têm beneficiado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A leitura dos números indica que a percepção de corrupção e questões de segurança pública moldam a opinião pública.

Um dos fatores determinantes apontados pelo levantamento é a associação do pedido de financiamento para o filme "Dark Horse", sobre Jair Bolsonaro (PL), com suspeitas de corrupção. Entre eleitores independentes, considerados estratégicos, há a percepção de que o dinheiro solicitado por Flávio Bolsonaro está ligado a irregularidades. Isso reforça a importância do tema corrupção na disputa eleitoral, mobilizando parte do eleitorado.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

No quesito segurança pública, a pesquisa demonstra que a maioria dos entrevistados reconhece o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Contudo, a decisão de classificar essas facções como terroristas pelo governo brasileiro divide opiniões: 60% defendem a medida, enquanto a adesão à classificação feita pelos Estados Unidos é de 45% de concordância e 45% de discordância.

A influência do senador Flávio Bolsonaro na decisão americana de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas é percebida por 47% dos entrevistados. Outros 37% acreditam que ele não teve participação nessa decisão.

Em relação a possíveis tarifas sobre produtos brasileiros, 47% dos entrevistados concordam com a versão do presidente Lula, que acusa Flávio Bolsonaro de ter solicitado as tarifas. Já 35% alinham-se com a versão do senador, que afirma ter pedido a Trump para não adotar novas taxas sobre o Brasil.

Os resultados da Quaest sugerem que Donald Trump se tornou, na prática, um "cabo eleitoral" para Lula. A percepção de que Flávio Bolsonaro teve participação na articulação junto ao governo americano fortalece narrativas exploradas pelo Planalto. Esse cenário ecoa o impacto político observado no primeiro "tarifaço", há cerca de um ano, quando o governo reforçou o discurso de defesa da soberania nacional e viu sua popularidade melhorar.

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