DESGASTE INSTITUCIONAL
Pesquisa Futura/Apex: Maioria dos brasileiros quer impeachment do STF
Levantamento divulgado em 11 de maio de 2026 mostra que 57% dos entrevistados apoiam a medida contra ministros da Suprema Corte, refletindo alta desaprovação da atuação da Corte e da gestão federal.
Uma pesquisa nacional divulgada nesta segunda-feira, 11 de maio de 2026, pelo instituto Futura, em parceria com a Apex, revela uma profunda insatisfação popular com o Supremo Tribunal Federal (STF). O estudo aponta que mais da metade dos brasileiros, 57%, apoia o processo de impeachment de ministros da Corte, um dado que sublinha um cenário de forte desgaste institucional e uma busca crescente por maior accountability no Poder Judiciário.
Os números refletem a percepção de uma instituição em desacordo com os anseios da população. A atuação do STF enfrenta rejeição de 54,3% dos entrevistados, enquanto apenas 33,9% aprovam sua conduta. Outros 11,7% optaram por não expressar uma opinião, indicando uma parcela significativa de indecisos ou desengajados. Essa reprovação generalizada sinaliza um abalo na confiança pública, essencial para a legitimidade de qualquer órgão do Estado, e levanta questões sobre a relação entre o Judiciário e a sociedade civil.
O levantamento também buscou compreender quais figuras políticas ressoam com a crítica ao Poder Judiciário. Questionados sobre quem se posiciona de forma mais incisiva contra o STF, o senador Flávio Bolsonaro surge como líder proeminente, apontado por 37,2% dos participantes. O presidente Lula figura em segundo lugar, com 11,6%, seguido de perto pelo ex-governador mineiro Romeu Zema, que obteve a lembrança de 11,2% dos eleitores. Estes dados podem indicar um alinhamento do eleitorado com discursos de confronto ou reformistas em relação às altas instâncias da Justiça.
Paralelamente, a pesquisa Futura/Apex investigou o humor dos eleitores em relação ao governo federal. Os resultados indicam que a gestão do presidente Lula é desaprovada por 51,8% dos brasileiros, um índice que reforça o panorama de instabilidade política e a necessidade de diálogo contínuo entre os diferentes poderes e a população.
O estudo foi conduzido entre 4 e 8 de maio de 2026, com 2.000 eleitores de 16 anos ou mais, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador (CATI). A margem de erro estimada é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03678/2026, garantindo a sua conformidade com as normas eleitorais.
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