IMPACTO NO TRÂNSITO

Pescadores protestam e causam caos no trânsito de Natal na BR-101

Manifestantes bloqueiam rodovia com faixas.
Pescadores artesanais bloqueiam BR-101 em Natal, gerando congestionamento.

Manifestantes bloqueiam rodovias, geram tensão com motoqueiros e impactam vias importantes na capital potiguar. A paralisação da pesca de ovas de peixe-voador motiva o ato, afetando o sustento de dezenas de famílias.

Na tarde desta quarta-feira, 20/05/2026, pescadores artesanais decidiram protestar em Natal, bloqueando trechos da BR-101 e vias importantes da cidade. A manifestação, motivada pela falta de regulamentação para a captura e comercialização das ovas de peixe-voador, gerou um caos generalizado no trânsito, com longos congestionamentos e momentos de tensão. A decisão de interditar as vias tomou força pela urgência em obter respostas sobre a liberação da atividade, considerada essencial para a subsistência de dezenas de famílias que dependem da pesca artesanal no Rio Grande do Norte. O protesto se torna crucial ao evidenciar o impacto direto da paralisação na dignidade e no sustento desses trabalhadores, que há cerca de dois meses não conseguem atuar regularmente.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostraram o cenário de congestionamento e motoristas retidos no trânsito. Houve ainda instantes de apreensão com a aproximação de motoboys que tentaram furar o bloqueio montado em frente à Governadoria, no Centro Administrativo, sentido Zona Sul. Embora a tensão tenha sido palpável, não houve registro de confronto físico. Além da BR-101 e da marginal da via, o protesto se estendeu para avenidas como Salgado Filho, Prudente de Morais e Lima e Silva, além das imediações da Arena das Dunas, dificultando a circulação de veículos por toda a tarde.

Os manifestantes reivindicam a emissão de uma licença provisória para a retomada da pesca, enquanto o processo de regulamentação definitiva tramita. Eles argumentam que a ausência de autorização oficial impede a comercialização do produto, conhecido internacionalmente como "tobiko", junto a exportadores, impactando a economia local. Sem a devida permissão, embarcações também têm sofrido fiscalizações e apreensões do peixe.

A paralisação da atividade pesqueira tem comprometido diretamente o sustento de inúmeras famílias, que dependem da pesca artesanal para sobreviver. A categoria busca respostas tanto do Governo do Estado quanto do Governo Federal, além do sindicato que os representa, para solucionar o impasse e garantir a continuidade de seu trabalho.

O trânsito, que ficou completamente travado por horas, começou a ser liberado no fim da tarde, mas a normalização do fluxo na região levou tempo, refletindo a magnitude do transtorno causado pela manifestação.

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