MUDANÇA NA JORNADA

PEC que extingue escala 6x1 avança na CCJ do Senado com jornada de 40 horas

Vista externa do prédio do Congresso Nacional sob céu aberto
Fachada do Congresso Nacional em Brasília durante dia de sessão legislativa — A CCJ deverá analisar o parecer relacionada à escala na próxima semana, durante o esforço concentrado do Congresso antes das eleições de 4 de outubro | Tânia Rêgo/Agência Brasil

Relator Omar Aziz mantém texto da Câmara e busca votação célere para garantir o descanso semanal remunerado aos trabalhadores.

O Congresso Nacional deu um passo decisivo rumo ao fim da escala de trabalho 6x1. A iniciativa ganhou novo fôlego na quinta-feira (27/08/2026), quando o senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou seu parecer à PEC 221/2019, chancelando a proposta que substitui o modelo atual por uma jornada máxima de 40 horas semanais.

A decisão de manter o texto original vindo da Câmara dos Deputados é estratégica. Ao rejeitar as 12 emendas apresentadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relator evita que a matéria precise retornar aos deputados para uma nova rodada de votações, conferindo agilidade à tramitação.

Para o trabalhador, o impacto é direto na dignidade e na qualidade de vida. O texto garante o direito a dois dias de descanso semanal remunerado, preferencialmente incluindo os domingos, sem qualquer redução salarial. A transição será escalonada: dois meses após a promulgação, o teto cai para 42 horas, alcançando as 40 horas definitivas após um ano.

Apesar do avanço, a medida não é definitiva. Após a votação na CCJ, prevista para quarta-feira (02/09), a PEC ainda precisará ser submetida a dois turnos de votação no Plenário do Senado. São necessários, no mínimo, 49 votos favoráveis em cada etapa. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), apoia a tramitação, mas ainda não definiu o cronograma para a votação final.

O consenso sobre a pauta foi reforçado na quarta-feira (26/08/2026), durante um encontro estratégico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Davi Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que alinharam as prioridades para o esforço concentrado do Legislativo antes das eleições.

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