CUSTO DO TRANSPORTE

Passagens aéreas em Roraima atingem o maior custo médio do Brasil

Fachada do Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede
Voos partem do Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica

Dados da Anac revelam que passageiros em Roraima desembolsam R$ 1.401,05 em média. Valor é o dobro da média nacional e reflete distâncias continentais.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) confirmou que Roraima detém a tarifa aérea média mais elevada do Brasil, consolidando um cenário de desafio financeiro para quem precisa viajar a partir do estado. A constatação foi publicada em 14/07/2026, com base em dados consolidados de 2025, revelando que o custo médio das passagens chegou a R$ 1.401,05.

Este valor supera em mais de 100% a média nacional, fixada em R$ 648, impactando diretamente o orçamento de famílias e profissionais que dependem do modal aéreo para conectar a região ao restante do país. O levantamento, detalhado no Anuário do Transporte Aéreo, aponta que quatro dos cinco estados com as tarifas mais caras situam-se na região Norte, evidenciando uma desigualdade regional persistente.

O ranking das tarifas médias é composto por Roraima (R$ 1.401,05), Rondônia (R$ 1.277,18), Acre (R$ 1.152,66), Amazonas (R$ 961,30) e Alagoas (R$ 886,38). É importante destacar que os valores referem-se às médias dos preços efetivamente pagos pelo público, excluindo milhas, tarifas corporativas e voos fretados, sendo corrigidos pela inflação (IPCA) para garantir a comparabilidade histórica.

A situação em Roraima é agravada por um salto inflacionário específico no setor, com um aumento de 39,98% em 2025 na comparação com o ano anterior. Esse encarecimento representa, na prática, um acréscimo de R$ 400 no custo médio por bilhete, pressionando ainda mais o poder de compra dos usuários locais.

Um fator determinante para os preços elevados é a geografia. Os passageiros que utilizam o Aeroporto Internacional de Boa Vista Atlas Brasil Cantanhede percorrem, em média, 2.906 quilômetros por trecho. Trata-se da maior distância média do país, superando em três vezes o índice registrado em Minas Gerais, onde as viagens são significativamente mais curtas.

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