ESTRATÉGIA ELEITORAL

Pesquisa Quaest aponta papel de Michelle na recuperação de Flávio Bolsonaro

Michelle Bolsonaro ao lado de Flávio Bolsonaro.
Michelle e Flávio Bolsonaro em momento de reaproximação política.

Dados da Quaest revelam que a reconciliação entre Michelle e o senador impulsionou sua popularidade junto ao eleitorado de direita e bolsonarista.

O crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto foi impulsionado pela figura de Michelle Bolsonaro (PL). A influência da ex-primeira-dama foi mensurada pela pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (5/8), que analisou o impacto da recente reaproximação pública entre os dois aliados na corrida eleitoral.

A reconciliação, que encerrou um período de atritos ventilados após a circulação de um vídeo, foi avaliada positivamente por 59% dos eleitores ouvidos. O apoio é ainda mais expressivo no núcleo duro do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde a reconciliação é vista como positiva por 90% dos entrevistados, atingindo 88% entre os eleitores de direita não alinhados diretamente ao bolsonarismo.

Além da percepção de estabilidade familiar, a ex-primeira-dama é vista como um ativo eleitoral decisivo: 46% dos entrevistados acreditam que Michelle aumenta as chances de vitória do candidato do PL. O nome dela figura inclusive entre as opções estudadas por Flávio para compor sua chapa como vice, ao lado de nomes como o senador Rogério Marinho (PL-RN) e a vereadora Priscilla Costa (PL-CE).

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, observou uma reorganização do campo conservador. Segundo o especialista, o eleitorado antipetista voltou a considerar o nome de Flávio, com um crescimento consistente no segundo turno entre bolsonaristas e eleitores de direita.

O cenário político também foi afetado pela decisão do ministro do Supremo Alexandre de Moraes, que proibiu o senador de visitar o pai, Jair Bolsonaro. A medida foi considerada equivocada por 52% da amostra total, com rejeição de 92% entre os bolsonaristas, o que, para analistas, reforça o sentimento de vitimização do grupo político.

Em contrapartida, pautas associadas ao governo de Lula perderam tração na opinião pública. O programa Desenrola registrou queda na percepção de eficácia, passando de 55% para 47%, enquanto o índice de cidadãos que relatam benefícios diretos da medida retrocedeu de 12% para 10%.

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