CORTE DE GASTOS

Parlamentares húngaros cortam seus próprios salários em 40% para dar exemplo

Edson Fachin cria grupo de trabalho para analisar os penduricalhos
Edson Fachin cria grupo de trabalho para analisar os penduricalhos

Decisão unânime impulsionada pelo novo primeiro-ministro busca combater a corrupção e reduzir custos administrativos, com o salário-base dos deputados caindo para cerca de R$ 22 mil.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"O Parlamento da Hungria decidiu, nesta segunda-feira, 8 de junho de 2026, cortar os salários e benefícios de seus próprios deputados em 40%. A iniciativa, liderada pelo novo primeiro-ministro Péter Magyar, visa dar o exemplo na redução de custos administrativos e no combate à corrupção, um dos pilares de sua plataforma política. Magyar havia criticado o alto subsídio concedido a parlamentares pelo governo anterior, buscando assim demonstrar autocontenção e humildade aos cidadãos. A decisão impacta diretamente a dignidade financeira dos representantes eleitos, com o objetivo de realinhar os gastos públicos e transmitir uma mensagem de austeridade. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A nova legislação estabelece que o salário-base mensal dos parlamentares será reduzido para o equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de florins húngaros, cerca de R$ 22 mil brutos, a partir do próximo mês. Embora represente uma diminuição significativa, o valor ainda supera em quase o dobro o salário médio nacional. Sob a gestão de Viktor Orbán, os vencimentos dos deputados equivaliam ao triplo da média salarial. Medidas adicionais incluem o fim do reembolso de contas de telefone celular e cortes em auxílios para aluguel de escritórios, moradia e contratação de pessoal. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Péter Magyar, que se desvinculou do partido governista Fidesz após um escândalo relacionado a um caso de abuso sexual em um abrigo para crianças, tem denunciado corrupção sistêmica no governo. Segundo estimativas de Ferenc Bíró, chefe do órgão anticorrupção do país, a corrupção teria custado à Hungria ao menos 186 bilhões de euros durante os 16 anos de Orbán no poder. O órgão criado em 2022 para tentar acessar recursos da União Europeia enfrenta suas próprias controvérsias, com acusações de corrupção contra Bíró em janeiro de 2025, após ele se recusar a cumprir orientações do então ministro da Justiça. "}},{"type":"image","data":{"file":{"url":"https://s03.video.glbimg.com/x240/14679862.jpg"},"caption":"Edson Fachin cria grupo de trabalho para analisar os penduricalhos","alt_text":"Edson Fachin cria grupo de trabalho para analisar os penduricalhos"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A medida de corte salarial é considerada definitiva e não há menção sobre possibilidade de recurso no texto da decisão publicada. "}}]}

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