EMBRIAGUEZ AO VOLANTE

Operação Zero Álcool: Mais de 400 prisões por embriaguez ao volante em Natal e Região Metropolitana no 1º semestre de 2026

Motorista sendo abordado em fiscalização de trânsito.
Fiscalização de trânsito busca coibir motoristas embriagados nas estradas do Rio Grande do Norte.

Batalhão Rodoviário da Polícia Militar registrou 401 detenções em seis meses, índice que se aproxima do total de 2025. Estado, contudo, tem menor taxa de mortes no trânsito ligadas ao álcool no Nordeste.

A Operação Zero Álcool, conduzida pelo Batalhão Rodoviário da Polícia Militar (CPRE), registrou 401 prisões por dirigir embriagado em Natal e na Região Metropolitana durante o primeiro semestre de 2026. Este número representa 82% de todas as prisões realizadas pela unidade em 2025, um ano que já havia marcado a maior incidência de crimes relacionados à alcoolemia na última década no Rio Grande do Norte.

Conforme o levantamento do CPRE, os dados englobam Natal e a Grande Natal. Entre os municípios com maior número de ocorrências, Extremoz lidera com 122 prisões, seguida por Macaíba, com 69, e Natal, com 47 registros.

As detenções por embriaguez ao volante ocorrem quando o teste de alcoolemia excede 0,33 miligrama de álcool por litro de ar alveolar expirado (0,33 mg/l). A legislação também prevê a prisão caso o motorista se recuse a fazer o teste do etilômetro, mas apresente sinais de alteração da capacidade psicomotora comprovados pelos agentes de fiscalização.

O resultado do primeiro semestre evidencia a persistência do elevado número de infrações flagradas pela Operação Zero Álcool. Em apenas seis meses, o total de prisões se aproxima do volume registrado durante todo o ano anterior, que contabilizou a maior quantidade de crimes ligados à combinação de álcool e direção nos últimos dez anos no Estado, segundo o CPRE.

Apesar do aumento nas prisões, o Rio Grande do Norte apresentou o menor índice de mortes no trânsito associadas ao consumo de álcool entre os estados do Nordeste, de acordo com levantamento do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa). Os dados de 2024 indicam uma taxa de 5,1 mortes a cada 100 mil habitantes no estado.

Esse indicador posicionou o Rio Grande do Norte na 22ª colocação nacional, à frente apenas de Acre (5,3), Amazonas (4,6), Amapá (4,2), São Paulo (4,0), Distrito Federal (3,8) e Rio de Janeiro (2,6). Entre os estados nordestinos, o RN registrou o menor índice.

O estudo foi divulgado na véspera dos 18 anos da Lei Seca e revelou que o Brasil registrou 13.075 mortes no trânsito atribuídas ao álcool em 2024, o que corresponde a uma média superior a 35 óbitos diários. Este foi o maior número desde 2016, quando foram contabilizadas 13.095 mortes.

Embora o levantamento aponte uma redução de 19,5% na taxa nacional de mortalidade relacionada ao álcool no trânsito entre 2010 e 2024, os números voltaram a crescer a partir de 2020. Em 2024, a taxa nacional atingiu 6,2 mortes por 100 mil habitantes, representando um aumento de 765 vítimas em relação ao ano anterior.

A pesquisa também demonstra que 18 estados registraram taxas superiores à média nacional. Tocantins liderou o ranking, com 13,4 mortes por 100 mil habitantes, seguido por Piauí (12,1) e Mato Grosso (11,1).

Os homens continuam sendo as principais vítimas de acidentes ligados ao consumo de álcool, somando 86,7% dos óbitos e 81,8% das internações. Em 2025, o país contabilizou 102.440 internações relacionadas ao álcool no trânsito, um acréscimo de 1,9% comparado ao ano anterior.

A Lei Seca, que entrou em vigor em 2008, estabeleceu tolerância zero para motoristas que dirigem após consumir bebidas alcoólicas e ampliou as punições para condutores flagrados sob efeito de álcool. O Brasil celebra, desde 2010, em 19 de junho, o Dia Nacional da Lei Seca, data que marca os 18 anos da sanção da legislação.

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