DECISÃO JUDICIAL IMEDIATA
Justiça decreta prisão de PM réu por morte de estudante Marco Aurélio Cardenas Acosta
A medida foi motivada por denúncias de violência doméstica contra o agente, que já respondia em liberdade pelo homicídio do jovem na Vila Mariana.
A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do policial militar Bruno Carvalho do Prado, um dos réus pela morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (31) pela juíza Luiza Torggler Silva, da 4ª Vara do Júri, atendendo ao pedido da assistência de acusação e do Ministério Público.
O decreto prisional ocorre em razão da periculosidade social demonstrada pelo agente. Além do processo principal, o PM é alvo de investigação na 1ª Vara de Violência Doméstica de Santo Amaro por suspeitas de ameaça e lesão corporal contra sua própria esposa. Para a magistrada, a persistência na conduta criminosa e o descumprimento de medidas cautelares justificam a segregação cautelar para garantir a ordem pública.
A defesa da família de Marco Aurélio Cardenas Acosta apresentou o pedido na última terça-feira (28), detalhando que a esposa do réu relatou ameaças constantes de morte nos últimos dois anos. O relato aponta que, em abril deste ano, após solicitar a separação, a mulher sofreu agressões físicas e buscou socorro ao perceber que o policial se dirigia ao local onde guardava armamento.
Histórico do caso
Marco Aurélio Cardenas Acosta faleceu na madrugada de 20 de outubro de 2024, na Vila Mariana, Zona Sul da capital. O estudante foi atingido por um disparo à queima-roupa durante uma abordagem realizada por Bruno Carvalho do Prado e Guilherme Augusto Macedo, após um incidente envolvendo o retrovisor de uma viatura na Rua Cubatão.
Embora a Justiça tenha definido em fevereiro que os policiais serão submetidos a júri popular por homicídio qualificado, os réus respondiam ao processo em liberdade até esta nova determinação. A decisão atual ordena a expedição imediata do mandado de prisão e o confisco do armamento em posse do PM.
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