ALERTA GLOBAL ONU

ONU alerta que guerra no Irã e fechamento do Estreito de Ormuz podem elevar preços globais de alimentos

Imagem de um navio transitando próximo ao Estreito de Ormuz.
Navio perto do Estreito de Ormuz.

Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) prevê crise de preços de alimentos em até 12 meses caso bloqueio no Estreito de Ormuz persista. Alerta surge em meio a conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) emitiu um alerta contundente nesta quarta-feira, 20/05/2026, indicando que a guerra em curso entre Estados Unidos, Israel e Irã, e o consequente fechamento do Estreito de Ormuz, representam uma ameaça iminente de aumento nos preços de alimentos em todo o mundo. A decisão da FAO de divulgar o alerta visa alertar governos e mercados sobre os riscos de uma crise alimentar global em potencial, com estimativa de que a continuidade do bloqueio na rota marítima, por onde transitam aproximadamente 20% do petróleo mundial, possa desencadear graves consequências em um período de seis a 12 meses.

Os efeitos do bloqueio parcial da rota marítima, que se estende desde o final de fevereiro, já se manifestam no mercado internacional. O Índice de Preços dos Alimentos da FAO aponta para uma elevação nos preços de cestas de produtos alimentícios pelo terceiro mês consecutivo em abril. Essa tendência de alta é impulsionada, em grande parte, pela disparada nos custos do petróleo e pelas interrupções na cadeia de suprimentos de fertilizantes, insumos essenciais para a produção agrícola.

Imagem de um navio transitando próximo ao Estreito de Ormuz.

Diante deste cenário preocupante, a FAO propôs recomendações de curto prazo para mitigar os impactos da crise. Entre as sugestões estão a adoção de rotas de transporte alternativas, como as que circundam a Península Arábica e o Mar Vermelho, além do fim das restrições impostas à exportação de petróleo, fertilizantes e outros insumos essenciais na região de Ormuz. A necessidade de tais medidas ressalta a urgência em garantir a segurança alimentar global e a estabilidade dos mercados.

Apesar de embarcações de países não alinhados com Estados Unidos e Israel terem permissão para transitar no estreito mediante o pagamento de taxas, o Irã mantém o bloqueio parcial da via. Teerã afirma que a medida é uma retaliação às ações militares iniciadas pelas forças norte-americanas e israelenses no Oriente Médio. As interrupções na rota comercial já provocaram uma escalada significativa no preço do petróleo, superando a marca de US$ 100 o barril.

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