ALERTA DA OMS
OMS afirma que surto de Ebola pode piorar; 220 mortes suspeitas são registradas
Diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus aponta que detecção tardia, conflitos e falta de tratamentos dificultam o controle da epidemia.
{"blocks":[{"key":"1k4v8","text":"A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta segunda-feira, 25/05/2026, que é provável que o surto de Ebola se agrave. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que 220 mortes suspeitas já foram registradas e que as equipes de resposta estão com dificuldades para conter a epidemia. "A situação pode piorar antes de melhorar", declarou.","type":"paragraph"},{"key":"3c8f1","text":"Tedros Adhanom Ghebreyesus listou três fatores cruciais para a gravidade da situação: a detecção tardia do surto, que permite que a epidemia avance rapidamente; a intensificação de conflitos nas regiões de Ituri e North Kivu, somada à desconfiança de comunidades locais em relação a autoridades externas; e a ausência de vacinas ou tratamentos aprovados especificamente para a cepa do vírus Bundibugyo. "Estamos ampliando urgentemente as operações, mas, neste momento, a epidemia está nos ultrapassando", admitiu o diretor-geral, instando países vizinhos da República Democrática do Congo, epicentro da crise, a agirem imediatamente.","type":"paragraph"},{"key":"2p4q9","text":"Nesta segunda-feira, Uganda registrou dois novos casos, elevando o total para sete casos confirmados no país. A OMS já declarou o surto da rara cepa Bundibugyo do Ebola como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Tedros Adhanom Ghebreyesus planeja viajar ao Congo na terça-feira.","type":"paragraph"},{"key":"6b7d0","text":"A contenção do surto enfrenta ainda ataques a instalações de saúde. No domingo (24), jovens invadiram o Hospital Geral de Mongbwalu, no leste da República Democrática do Congo, forçando a evacuação de pacientes sob fogo. Os invasores exigiam a liberação de corpos de parentes, em mais um episódio de violência contra centros de tratamento do Ebola. Na semana anterior, moradores incendiaram uma tenda da organização Médicos Sem Fronteiras e um centro de tratamento, após restrições impostas para o manuseio de corpos de vítimas.","type":"paragraph"},{"key":"8m9p3","text":"Autoridades congolesas reforçam que corpos de vítimas de Ebola podem permanecer altamente contagiosos, aumentando o risco de transmissão durante rituais funerários. Por isso, o governo determina que enterros de suspeitos sejam conduzidos por autoridades sanitárias. Velórios e aglomerações com mais de 50 pessoas foram proibidos no nordeste do Congo para tentar frear a disseminação da doença.","type":"paragraph"}]}
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