HABITOS ALIMENTARES
Nutricionista Agnes Bezerra alerta: comer rápido prejudica digestão, peso e saúde mental
A especialista Agnes Bezerra explica que a velocidade ao se alimentar afeta o cérebro, a digestão e o bem-estar emocional, podendo levar ao ganho de peso.
{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"Comer rápido se tornou um reflexo da rotina contemporânea, transformando a refeição em um encaixe entre compromissos. A nutricionista Agnes Bezerra destaca, nesta quinta-feira, 11/06/2026, que essa prática afeta não apenas o corpo, mas também a relação com a comida, impactando diretamente a digestão, o peso e a saúde mental dos indivíduos."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A forma como se come é tão crucial quanto o que se come, explica Agnes Bezerra. Segundo ela, a alimentação acelerada impede que o cérebro registre os sinais de saciedade, levando a um consumo excessivo de alimentos. O processo digestivo começa na boca, com a mastigação, etapa fundamental que, quando negligenciada, sobrecarrega o sistema digestivo."}},{"type":"image","data":{"url":"https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/06/pexels-ron-lach-8467816.jpg-Copia-830x468.jpeg","caption":"Comer rápido pode comprometer a digestão e o bem-estar.","alt":"Pessoa comendo rapidamente em uma mesa desorganizada."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A mastigação inadequada, por exemplo, impede a quebra eficiente dos alimentos e a mistura com enzimas salivares, essenciais para o início da digestão. Consequentemente, o sistema digestivo é forçado a compensar, o que pode gerar desconfortos como peso no estômago, estufamento e gases."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O fator hormonal também é influenciado pela velocidade da alimentação. Comer depressa diminui o tempo para que o cérebro capte os sinais de saciedade, incentivando a ingestão de mais comida. Ao longo do tempo, esse padrão contribui para o ganho de peso e pode desencadear alterações metabólicas, como a resistência à insulina."}},{"type":"image","data":{"url":"https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/06/agnes-nutri-Copia-533x1024.jpeg","caption":"Nutricionista Agnes Bezerra recomenda comer com atenção plena.","alt":"Nutricionista Agnes Bezerra sorrindo e segurando uma maçã."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Os efeitos transcendem o físico, afetando a relação emocional com a comida. A pressa na alimentação reduz a percepção do sabor e promove uma relação automática e ansiosa com os alimentos, transformando as refeições em meras tarefas. Esse comportamento está intrinsecamente ligado ao estilo de vida atual, onde o excesso de tarefas e a multitarefa transformam a alimentação em uma atividade apressada e automática."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O hábito de comer enquanto se trabalha, usa o celular ou assiste a algo intensifica esse padrão, dificultando a percepção dos sinais corporais. Em muitos casos, a alimentação acelerada está associada a estados emocionais como ansiedade, onde o corpo em alerta tende a 'engolir a comida', operando no 'piloto automático'."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Os sinais de que o padrão alimentar está prejudicial incluem estômago pesado, refluxo, gases em excesso, fome precoce e dificuldade em recordar o que foi consumido. Agnes Bezerra explica que a alimentação automática pode indicar uma desconexão com os sinais de fome, saciedade e emoções, levando ao uso da comida como resposta ao estresse ou ansiedade, além de sua função nutricional."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Para reverter esse quadro, a especialista propõe ajustes consistentes, como comer sentado, evitar telas durante as refeições, mastigar com mais atenção e respeitar pausas. Reservar de 15 a 20 minutos para comer com atenção plena pode gerar benefícios significativos na digestão, saciedade e saúde mental. Transformar as refeições em um momento de pausa e consciência é um cuidado essencial com o próprio corpo."}}]},"entityMap":{}}
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