PESQUISA NACIONAL REVELA
Nexus/BTG: 42% apontam Flávio Bolsonaro como mais responsável por tarifaço dos EUA; 39%, Lula
Levantamento Nexus/BTG aponta que maioria dos eleitores atribui a culpa pela taxação de produtos brasileiros a Flávio Bolsonaro, com o presidente Lula em segundo lugar. Para 11%, a decisão é de interesse americano.
Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 15/06/2026, pelo Instituto Nexus/BTG revela que 42% dos eleitores brasileiros atribuem maior responsabilidade ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo novo tarifaço proposto pelos Estados Unidos contra o Brasil. Outros 39% culpam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) de taxar produtos brasileiros em 25%, proposta no início de junho, impacta diretamente a economia nacional e as relações comerciais bilaterais.
Os eleitores consultados pelo levantamento entendem que a aproximação entre a família Bolsonaro e o governo dos Estados Unidos motivou a imposição da nova tarifa, vista como uma medida para punir a administração atual do presidente Lula. Essa percepção afeta a confiança na política externa e pode gerar instabilidade econômica.
Em contrapartida, 39% dos entrevistados consideram Lula o principal culpado pelo aumento das tarifas. A justificativa apresentada é a percepção de que a falta de um relacionamento diplomático sólido entre o Brasil e os Estados Unidos sob a gestão petista levou à medida punitiva.
Um percentual de 11% dos participantes da pesquisa isenta ambos os políticos de responsabilidade, argumentando que o governo americano age por interesses próprios ao discutir a aplicação da nova tarifa. Para 8% dos entrevistados, a resposta foi de 'não sabem' ou 'não responderam'.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa Nexus/BTG ouviu 2.017 pessoas entre os dias 12 e 14 de junho de 2026, em âmbito nacional. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%. O levantamento, encomendado pelo Banco BTG Pactual, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06645/2026, garantindo sua validade técnica e legal.
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