GOVERNO LULA AGE
Múcio tenta pacificar crise no Senado e recompor base aliada
Ministro da Defesa se reúne com Davi Alcolumbre após rejeição de Jorge Messias. Planalto busca votos para pautas prioritárias.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificou os esforços para recompor a base aliada no Congresso, e o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em 5 de maio de 2026. A iniciativa busca cicatrizar a ferida política aberta pela rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma derrota que abalou a articulação do Planalto e ameaça pautas prioritárias. A reaproximação é vital para garantir a governabilidade e assegurar que projetos como a PEC da Segurança Pública e o fim da escala de trabalho 6x1, de impacto direto na vida da população, não sejam engavetados.
Múcio atua como um dos principais interlocutores escalados pelo presidente Lula para restabelecer o diálogo com o Senado, após a histórica derrota que marcou o governo. Essa mediação evidencia a urgência em reverter o clima de animosidade e resgatar a capacidade de negociação do Executivo com o Legislativo.
Conforme revelado pela coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, também prepara um encontro com Alcolumbre, indicando uma ofensiva coordenada para pacificar as relações.
O senador Davi Alcolumbre é amplamente apontado como a figura central na articulação que culminou na rejeição de Jorge Messias para uma vaga na Suprema Corte. A indicação de Lula foi barrada por expressivos 42 votos a 34, configurando um revés significativo para a gestão petista.
Aliados do presidente atribuem essa derrota a um complexo acordo envolvendo o próprio presidente do Senado, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República. Este pacto, segundo fontes, envolveria a derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria, uma medida que oferece a redução de penas para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro e beneficiaria diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Apesar da tensão e do desgaste político, o Planalto adota uma postura de cautela extrema. O governo evita um rompimento definitivo com Alcolumbre, ciente de que tal atitude poderia inviabilizar a aprovação de matérias cruciais que ainda aguardam deliberação no Congresso Nacional. Entre elas, destacam-se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto de lei que visa encerrar a escala de trabalho 6x1, ambos de grande relevância social e econômica para o país.
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