GRANDE ESCÂNDALO FISCAL

MPSP denuncia esquema de fraude na Ultrafarma

Ilustração de esquema de fraude fiscal envolvendo a empresa Ultrafarma e desvio de ICMS no estado de São Paulo.
Representação de fraude fiscal e desvio de recursos públicos.

Fraude de R$ 81 milhões envolve Sidney Oliveira e desvia ICMS. Investigação do Ministério Público de São Paulo revelou movimentações bilionárias.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deu um passo decisivo contra a fraude fiscal ao formalizar, nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, a denúncia contra 11 pessoas, incluindo o renomado empresário Sidney Oliveira. Eles são acusados de integrar uma sofisticada organização criminosa que lesou os cofres públicos estaduais por meio de um engenhoso esquema de desvio de ICMS e lavagem de dinheiro. Esta medida do MPSP busca responsabilizar os envolvidos e recuperar os milhões que deveriam financiar serviços essenciais para a população de São Paulo, restaurando a confiança na integridade do sistema tributário.

A fraude se articulava através de um engenhoso artifício: os denunciados, com a colaboração de funcionários públicos, manipulavam o sistema de créditos tributários devidos ao pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Na prática, as empresas simulavam ter pago um volume de imposto muito superior ao real, gerando assim um excedente fictício de créditos a receber.

Para ocultar o rastreamento dos valores, os montantes eram escoados por meio de contratos fraudulentos com uma suposta empresa de consultoria tributária, culminando em operações de lavagem de dinheiro. O MPSP destaca que este ardil garantiu o desvio de recursos fiscais estaduais.

Entre os acusados, figuram o proprietário e o diretor contábil da Ultrafarma, além de auditores fiscais de rendas do estado de São Paulo, cujas posições foram essenciais para a execução e blindagem do esquema, conforme apontado pelo Ministério Público em nota oficial.

A investigação revelou a gravidade da rede criminosa: um dos denunciados permanece foragido, enquanto quatro estão presos preventivamente, aguardando o desfecho do processo judicial. O núcleo de combate a fraudes do MPSP confirmou transferências que superam R$ 81 milhões para empresas conectadas ao grupo financeiro, além de movimentações societárias bilionárias que tinham como objetivo dificultar o rastreamento dos recursos desviados.

Procurada pela nossa equipe, a assessoria do grupo Ultrafarma não emitiu pronunciamento até o fechamento desta reportagem. O Portal Diário do RN permanece à disposição para quaisquer manifestações.

*Com informações de Agencia Brasil

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