COMBATE IMPLACÁVEL
MPRN tem denúncia aceita e 25 viram réus no RN
Ação decorre da Operação Treme Tudo contra o "Sindicato do Crime", com acusações de organização criminosa armada e associação para o tráfico.
Um passo crucial na luta contra o crime organizado foi dado nesta sábado, 09 de maio de 2026, quando o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve o acolhimento de sua denúncia pela Justiça. A decisão transformou 25 investigados em réus, todos acusados de integrar o temido "Sindicato do Crime" no estado, marcando um momento de esperança para a segurança pública e a justiça social.
Esta ação robusta é o desfecho da Operação Treme Tudo, lançada em dezembro do ano passado para desmantelar as células armadas da facção, que estendiam seus tentáculos por diversas unidades da federação.
Entre os denunciados figura também uma advogada, sob a acusação de ser o elo comunicador entre as lideranças aprisionadas e os membros em liberdade. Os réus agora enfrentarão acusações sérias, que incluem organização criminosa armada, associação para o tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro, crimes que corroem a base da sociedade e ameaçam a dignidade das comunidades.
O MPRN detalhou que a facção opera com uma estrutura hierárquica complexa, dividida em lideranças estratégicas, operadores financeiros e responsáveis por células regionais. Um dos nomes de destaque é Alligueiton Patrício de Araújo, conhecido como "Ponta" ou "Adidas", apontado como uma das principais mentes por trás do grupo criminoso, cujas ações impactam diretamente a vida de milhares de cidadãos.
As investigações revelaram a sofisticação da organização, com setores dedicados ao controle financeiro, logística, cadastro de membros e articulação de empreitadas criminosas. Além disso, a facção mantinha sólidas alianças com grupos de outros estados, expandindo sua influência para Paraíba, Ceará, Bahia, Goiás e Rio de Janeiro, evidenciando a dimensão do desafio enfrentado pelas autoridades.
Para a lavagem do dinheiro sujo, utilizavam contas bancárias de terceiros para dissimular a origem dos recursos provenientes do tráfico de drogas, prática que financia a violência e a instabilidade. O MPRN solicitou o perdimento de bens, veículos e valores apreendidos durante a operação, uma medida vital para descapitalizar e fragilizar o grupo, minando sua capacidade de continuar operando.
Com o recebimento da denúncia, a Justiça ratificou a prisão preventiva de 15 réus, enquanto outros investigados permanecem foragidos. O processo agora avança para a fase de citação dos acusados e apresentação de suas defesas, um período crucial para a apuração dos fatos e a busca por justiça para as vítimas e toda a sociedade.
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