CORRUPÇÃO NA POLÍCIA

MPAM prende investigador da Polícia Civil por extorsão em Manaus

Polícia Civil do Amazonas
Imagem ilustrativa da Polícia Civil do Amazonas.

Operação "Dupla Face" revela esquema de R$ 30 mil e desdobra caso anterior de 16 de abril. Policial segue para audiência de custódia.

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) deflagrou uma operação que resultou na prisão do investigador da Polícia Civil Alessandro Edwards da Cruz, na manhã de quinta-feira, 30 de abril. Ele é suspeito de integrar um esquema de extorsão contra um empresário em Manaus, um ato que abala a confiança pública nas instituições de segurança e compromete a integridade do sistema de justiça. Esta ação do MPAM visa combater desvios de conduta e restaurar a dignidade daqueles que foram lesados, além de reforçar o compromisso com a ética no serviço público.

A prisão de Alessandro Edwards da Cruz ocorreu durante a "Operação Dupla Face", que também cumpriu quatro mandados de busca e apreensão. Todas as medidas foram devidamente autorizadas pela Vara de Inquéritos e Garantias Penais de Manaus.

A investigação é um desdobramento de um caso anterior, ocorrido em 16 de abril, quando um delegado e outro investigador foram presos em flagrante pelo mesmo tipo de crime.

De acordo com o MPAM, os agentes abordaram um empresário na região portuária da capital e exigiram o montante de R$ 30 mil. A ação ilegal, que ocorreu em uma embarcação, resultou na "apreensão" do valor sem qualquer formalização de ocorrência, configurando o desvio de conduta.

A vítima e um policial militar, responsável pela segurança do valor, foram então detidos em uma viatura descaracterizada e levados por diversos pontos da cidade, em uma clara violação de seus direitos e da legalidade.

A conduta criminosa veio à tona quando o policial militar conseguiu acionar equipes da Rocam, que rapidamente localizaram o veículo e efetuaram as prisões iniciais.

Naquele momento, o delegado Fabiano Rosas e o investigador Charles Rufino tiveram suas prisões em flagrante convertidas em preventivas, indicando a gravidade das acusações e a necessidade de mantê-los sob custódia para a continuidade das investigações.

Alessandro Edwards da Cruz, o investigador recém-preso, foi encaminhado ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e aguarda a audiência de custódia, onde sua situação legal será avaliada.

O MPAM esclareceu que as ações, incluindo a prisão e os mandados de busca e apreensão, possuem caráter estritamente investigativo, visando à preservação de provas e ao aprofundamento das apurações do esquema de corrupção que envolve membros da força policial.

Em nota oficial, a Polícia Civil do Amazonas reiterou que não compactua com desvios de conduta de seus membros e que instaurou um procedimento disciplinar para investigar rigorosamente o caso, garantindo a transparência e a correção necessárias à instituição.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário