PROTESTOS NA ÍNDIA

Movimento estudantil da Índia suspende marchas após confronto com a polícia

Manifestantes estudantis em Jantar Mantar sob esquema de segurança reforçado.
Manifestantes reúnem-se em Jantar Mantar após confrontos com a polícia em Délhi.

O CJP, conhecido como Partido Popular da Barata, altera tática após 180 feridos em manifestações contra falhas na educação.

O movimento estudantil indiano conhecido como Partido Popular da Barata, ou CJP, suspendeu a organização de novas marchas após um violento confronto com forças de segurança que deixou dezenas de feridos. A decisão foi comunicada por seus líderes nesta terça-feira (21), buscando preservar a integridade física dos jovens que compõem o grupo e que protestam contra a gestão governamental no setor de Educação.

Os embates ocorreram na segunda-feira (20), quando milhares de manifestantes, vindos de Délhi e arredores, tentaram avançar em direção ao Parlamento. A ação policial, que visava impedir o avanço do grupo, resultou em quase 180 pessoas feridas, incluindo 118 agentes de segurança e 60 estudantes. O saldo do episódio reflete o crescente clima de tensão política no país, consolidando o movimento como o maior desafio enfrentado pelo primeiro-ministro Narendra Modi em seu terceiro mandato.

A indignação da Geração Z indiana, que deu origem ao CJP, foi motivada por vazamentos de provas que prejudicaram mais de 2 milhões de estudantes em maio. A principal demanda do coletivo é a renúncia do ministro da Educação, Dharmendra Pradhan. O fundador do movimento, Abhijeet Dipke, afirmou que, embora a mobilização continue, a tática de marchar será abandonada para evitar novos episódios de violência, uma vez que mais de 150 apoiadores permanecem sob cuidados hospitalares.

Apesar da suspensão das marchas, o grupo manteve protestos simbólicos em Jantar Mantar, na região central de Délhi, sob forte esquema de segurança. A polícia local, por sua vez, informou a detenção de 70 pessoas durante os incidentes da segunda-feira e reforçou que medidas legais estão sendo aplicadas contra os envolvidos nos conflitos.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário