VIOLÊNCIA POLICIAL INVESTIGADA

Morte de pastor em abordagem da PM na Zona Leste de SP gera protestos

Manifestação de moradores no Jardim São Francisco contra a morte de pastor em abordagem policial.
Protesto de moradores na Avenida dos Sertanistas após a morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho.

Família e testemunhas contestam versão da Rota sobre a morte de José Carlos da Rocha Sobrinho, ocorrida em 13 de julho de 2026.

A morte do pastor José Carlos da Rocha Sobrinho, baleado durante uma abordagem policial na Zona Leste de São Paulo, desencadeou manifestações populares e colocou sob escrutínio o protocolo operacional da Rota. O caso, que ocorreu em 13 de julho de 2026, mobilizou moradores do Jardim São Francisco, que protestaram na noite de 13 de julho de 2026 na Avenida dos Sertanistas em contestação à versão apresentada pelas autoridades.

Segundo o registro da ocorrência, agentes da Companhia de Ações Especiais de Policia Militar (Caep) relataram que o pastor teria tentado fugir e apontado uma arma contra a equipe. José Carlos foi atingido por disparos no pescoço, na nuca e na coxa direita, vindo a falecer no Pronto-Socorro de Sapopemba. A versão policial sustenta ainda o suposto vínculo da vítima com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Contudo, relatos de testemunhas colhidos no local divergem drasticamente do depoimento oficial. Moradores da Rua Vagner Araújo afirmam que não houve troca de tiros e que a abordagem durou cerca de 20 minutos antes da execução dos disparos. Uma das testemunhas, que presenciou a cena, afirmou ter ouvido cinco tiros sucessivos, sem qualquer reação armada por parte da vítima.

A integridade da apuração depende agora da análise das câmeras corporais utilizadas pelos agentes. O boletim de ocorrência indica que os equipamentos foram acionados apenas após os disparos, fator que será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da Secretaria da Segurança Pública (SSP). A família do pastor, que retornava da igreja no momento do incidente, clama por justiça enquanto o caso segue em fase de investigação preliminar.

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