MERCADO VEICULAR
Montadoras chinesas triplicam vendas de carros na América do Sul
Opções de Capa: 1. CHAPÉU: AVANÇO CHINÊS TÍTULO: China inunda América do Sul com carros no 1º trimestre de 2026 Caracteres do Título: 67 SUTIÃ: Volume de importação triplicou, atingindo US$ 3,73 bilhões. Governo brasileiro ajusta impostos para veículos elétricos. 2. CHAPÉU: MERCADO VEICULAR TÍTULO: Montadoras chinesas triplicam vendas de carros na América do Sul Caracteres do Título: 64 SUTIÃ: Cifra de US$ 3,73 bilhões foi alcançada no 1º trimestre de 2026. Brasil é o 3º maior destino global. 3. CHAPÉU: INDÚSTRIA AUTOMOTIVA TÍTULO: Brasil é alvo de invasão de carros chineses antes de imposto subir Caracteres do Título: 67 SUTIÃ: Importações triplicaram no 1º trimestre de 2026, somando US$ 3,73 bilhões. Medida do governo visa incentivar fábricas locais.
As montadoras chinesas redefiniram o panorama automotivo da América do Sul no 1º trimestre de 2026, com suas exportações de veículos para o continente quase triplicando em relação ao mesmo período do ano passado. Este avanço notável, que movimentou US$ 3,73 bilhões (R$ 18,71 bilhões na cotação atual), reflete uma agressiva estratégia de expansão de mercado e a antecipação de mudanças nas políticas tributárias, moldando diretamente a competição e a oferta para os consumidores na região, conforme dados da Administração Geral de Alfândega da China.
O Brasil emerge como o epicentro dessa onda, absorvendo mais da metade das importações chinesas no período. Entre janeiro e março de 2026, a China faturou US$ 2,16 bilhões (R$ 10,8 bilhões) com a venda de veículos ao mercado brasileiro, um volume três vezes maior que os US$ 763,6 milhões registrados no 1º trimestre do ano passado. Com isso, o Brasil se consolida como o 3º maior destino dos carros chineses globalmente, superado apenas pela Rússia e pelo Reino Unido.
Apesar da expertise chinesa em veículos elétricos, o fluxo de carros para o Brasil e a América do Sul abrange uma gama mais ampla, incluindo modelos híbridos e a combustão. Essa diversificação amplia a oferta para o consumidor e intensifica a disputa no mercado local.
Um dos principais motores para essa massiva entrada de veículos chineses no início de 2026 é a antecipação das montadoras à elevação do imposto de importação sobre carros elétricos e híbridos. A alíquota, que chegará a 35% em julho de 2026, incentivou as empresas a formar grandes estoques enquanto os percentuais ainda estavam em 28% para híbridos plug-in e 25% para elétricos.
A decisão de reajustar a alíquota de importação, tomada pelo governo federal em janeiro de 2024, atendeu à pressão da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). O objetivo estratégico por trás dessa barreira tarifária é estimular as montadoras chinesas a instalarem suas fábricas diretamente no Brasil, fomentando a produção local e a geração de empregos.
A expansão chinesa não se limitou ao Brasil. Comparado ao 1º trimestre de 2025, as montadoras chinesas mais que dobraram sua presença em 8 dos 12 países sul-americanos. Destaques para o salto expressivo na Guiana, com um aumento de 1.083%, seguida por Colômbia (494%), Equador (333%) e Venezuela (298%).
No cenário sul-americano, a BYD se consolida como a líder chinesa, replicando seu domínio no mercado doméstico. Conforme apurado pelo Poder360, a montadora chinesa ultrapassa atualmente sua concorrente norte-americana Tesla em vendas em todos os países do continente.
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