MERCADO FINANCEIRO EM MOVIMENTO

Moeda norte-americana recua R$ 5,177 e Ibovespa avança 0,89% com dados dos Estados Unidos e falas do BC

Gráfico da cotação diária do dólar em 25 de junho de 2026.
Valor do dólar em trajetória diária em 25 de junho de 2026.

Dólar comercial fecha em R$ 5,177 após oscilações; Ibovespa encerra pregão aos 172.027,88 pontos impulsionado por cenário externo e falas do presidente do BC sobre comunicação e política monetária.

O dólar comercial recuou 0,47% nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, fechando o pregão cotado a R$ 5,177. Durante o dia, a moeda norte-americana atingiu a mínima de R$ 5,167 e a máxima de R$ 5,219, refletindo um dia de volatilidade no mercado cambial.

Em paralelo, o Ibovespa, principal índice da B3, registrou alta de 0,89%, encerrando o pregão aos 172.027,88 pontos. O índice também oscilou significativamente, com mínima de 170.507,920 pontos e máxima de 173.277,10 pontos.

Gráfico mostrando a trajetória diária do valor do dólar em 25 de junho de 2026.

Os movimentos foram impulsionados pela repercussão da terceira estimativa do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos para o primeiro trimestre de 2026. Revisada para uma taxa anualizada de 2,1%, acima da leitura anterior de 2%, a divulgação reforçou a percepção de resiliência da economia americana, estimulando o apetite por ativos considerados de maior risco.

O desempenho das empresas de tecnologia em Wall Street também foi acompanhado de perto. Após a grande volatilidade iniciada com a estreia da SpaceX na Nasdaq, a companhia viu suas ações recuperarem parte das perdas. Investidores seguem em avaliação sobre a sustentabilidade da precificação da empresa e os efeitos da captação bilionária para o setor.

Gráfico mostrando a trajetória diária do valor do dólar em 25 de junho de 2026.

DECLARAÇÕES DO PRESIDENTE DO BC

No cenário doméstico, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participou da apresentação do Relatório de Política Monetária. Em resposta a críticas sobre a previsibilidade da autoridade monetária, Galípolo afirmou: “Existe uma confusão entre ser mais claro na comunicação e sinalizar o que vai ser feito à frente. Uma coisa não pode ser confundida com a outra. A gente pode ser claro sem precisar dizer o que vai fazer no futuro”. A declaração foi interpretada pelo mercado como um reforço da estratégia do BC de evitar indicações antecipadas sobre os próximos passos da política monetária, garantindo flexibilidade para as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) diante da evolução do cenário econômico.

Adicionalmente, a divulgação da arrecadação federal de maio, que superou as expectativas, e os resultados das emissões de títulos públicos pelo Tesouro Nacional estiveram no radar. Esses indicadores auxiliaram investidores na avaliação da situação das contas públicas e das condições de financiamento da dívida do governo, impactando as expectativas sobre a trajetória dos juros e dos ativos brasileiros.

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