TARIFAS DOS EUA

Miriam Leitão avalia tarifa de 25% dos EUA contra o Brasil como mais perigosa que medida anterior

Miriam Leitão analisando tarifa imposta pelos EUA ao Brasil
Miriam Leitão analisa motivação de novo tarifaço aplicado pelos EUA sobre o Brasil

A jornalista Miriam Leitão, durante o Bom Dia Brasil, explicou que a nova taxação sobre produtos brasileiros segue ritos legais americanos, tornando-a mais difícil de reverter e mais perigosa que as tarifas improvisadas do ano passado.

A jornalista Miriam Leitão analisou nesta terça-feira, 02/06/2026, durante o telejornal Bom Dia Brasil, a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, classificando-a como "mais perigosa" do que as medidas tarifárias anunciadas pelo governo do presidente americano Donald Trump no ano anterior.

Segundo Leitão, a decisão atual fundamenta-se na Seção 301 da legislação comercial americana, datada de 1974, e seguiu todos os trâmites legais previstos. "Essa é uma investigação que existe dentro da legislação americana há muito tempo. É diferente daquelas tarifas anunciadas no ano passado, de forma improvisada. Essa é mais perigosa porque todos os ritos foram seguidos", explicou.

A observância dos procedimentos legais tende a dificultar a reversão da medida nos tribunais, conforme apontou a jornalista. O governo brasileiro organizou uma equipe de negociadores e participou de reuniões com autoridades americanas para contestar as acusações que embasaram a investigação. Empresários e advogados brasileiros também apresentaram argumentos contrários aos do governo dos EUA.

Entre as alegações dos EUA, a jornalista destacou críticas ao combate à pirataria, ao desmatamento e ao sistema de pagamentos instantâneos PIX. Sobre o desmatamento, Leitão ressaltou a queda nos índices nos últimos anos, prevendo que o Brasil anunciará em 2026 a menor taxa desde o início da série histórica em 1988. Quanto ao PIX, ela defendeu o sistema como uma inovação financeira, contestando a alegação de prática comercial desleal.

Apesar da decisão americana, Miriam Leitão informou que ainda há espaço para negociações até 15 de julho, data prevista para a entrada em vigor da tarifa. "O Brasil vai continuar tentando conversar. Não vai abandonar a diplomacia. Mas está difícil porque o governo Trump está tratando isso como uma questão política, e não comercial", concluiu.

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