DECISÃO DO STF

Ministros do STF evitam viagem à Copa do Mundo nos EUA por receio de barreiras em vistos

Ministros do Supremo Tribunal Federal em Brasília assistindo TV.
Ministros do STF preferem acompanhar a Copa do Mundo de 2026 pela televisão, em Brasília, para evitar problemas com vistos nos Estados Unidos.

Magistrados temem constrangimentos em portos de entrada nos Estados Unidos, em reflexo a tensões diplomáticas passadas. Apenas três ministros teriam menos receio.

A decisão de boa parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de acompanhar a Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, à distância foi tomada devido ao temor de enfrentar barreiras imigratórias e constrangimentos na entrada no país. A informação, divulgada pela coluna de Andreza Matais no portal Metrópoles, revela que a medida visa evitar possíveis entraves burocráticos e episódios de exposição negativa em aeroportos, como reflexo de tensões diplomáticas anteriores.

O receio dos magistrados é uma consequência direta das sanções e tensões diplomáticas impostas pelo governo de Donald Trump a autoridades brasileiras no ano passado. Apesar da retirada da sanção contra o ministro Alexandre de Moraes em dezembro de 2026, após articulação do governo Lula, o clima entre os membros da Corte permanece de cautela. A preocupação reside na possibilidade de que o histórico recente de restrições de vistos gere dificuldades desnecessárias.

Segundo o levantamento, apenas os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques teriam ficado fora das medidas restritivas americanas no passado, o que lhes conferiria maior tranquilidade para trânsito internacional.

O ministro Luís Roberto Barroso, ex-presidente do STF, já havia classificado publicamente o cancelamento ou restrição de vistos como um procedimento "desagradável" e "injusto". Embora reconheça a soberania dos Estados Unidos em controlar suas fronteiras, o desconforto com a possibilidade de ser barrado ou questionado em processos de imigração supera o desejo de assistir ao Mundial de perto. Assim, os ministros optam por manter a rotina de julgamentos em Brasília, acompanhando os jogos do Brasil pela televisão, longe de potenciais turbulências.

Classificação Indicativa: Livre

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