APOSTAS ILEGAIS

Ministro informa que 25,2 milhões de brasileiros apostam em bets ilegais

Wellington César Lima, Ministro da Justiça e Segurança Pública, falando em evento.
Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, anunciou medidas contra apostas ilegais.

Anúncio do Ministério da Justiça e Segurança Pública visa reverter recursos de casas de apostas irregulares para ações de segurança pública.

O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima, revelou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que 25,2 milhões de brasileiros utilizam plataformas de apostas ilegais. Segundo estimativas governamentais, as perdas econômicas decorrentes dessas atividades chegam a R$ 38,8 bilhões anualmente, com 80% desse montante associado a danos à saúde pública.

A declaração do ministro ocorreu durante o anúncio de uma nova estratégia do governo para bloquear bets que operam à margem da lei, com o objetivo de redirecionar os recursos arrecadados para o financiamento de iniciativas de segurança pública.

"Temos números que ilustram essa dimensão. Estamos falando de que as bets ilegais [representam] algo entre 41% e 50% das plataformas", pontuou Wellington Lima. Ele também informou que a SPA (Secretaria de Prêmios e Apostas) já atuou no bloqueio de mais de 40 mil domínios de casas de apostas que não atendem à legislação brasileira.

O governo federal estima que cerca de um em cada quatro brasileiros realiza apostas diariamente, e metade da população participa pelo menos uma vez por semana. Os dados indicam que o perfil do apostador é predominantemente jovem e de baixa renda: 69% dos apostadores têm entre 19 e 29 anos, e 63% possuem renda familiar de até dois salários mínimos.

Como parte da ofensiva contra as apostas irregulares, o governo federal comunicou que o bloqueio de recursos de bets ilegais será direcionado ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Em publicação nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) detalhou que esses valores reforçarão o combate às estruturas financeiras do crime organizado no Brasil.

A SPA deverá notificar instituições financeiras e de pagamento para que bloqueiem, em um prazo de até 24 horas, valores e transações associadas a bets irregulares. As instituições terão 48 horas para comprovar o cumprimento da medida. O Banco Central será acionado simultaneamente para supervisionar a execução. A regulamentação dos procedimentos operacionais para o bloqueio de contas e valores será definida posteriormente por meio de resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional).

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