TRABALHO E RENDA

Ministro Durigan garante: fim do 6x1 sem corte salarial

Dario Durigan, Ministro da Fazenda, fala sobre a redução da jornada de trabalho e a garantia de salários.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista para a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A declaração do ministro da Fazenda, Dario Durigan, assegura que ganhos de produtividade permitem redução da jornada sem perdas de salário para milhões de trabalhadores.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, descartou categoricamente, nesta quarta-feira, 06 de maio de 2026, a possibilidade de corte salarial para trabalhadores com a eventual redução da escala de trabalho 6x1. A declaração do titular da Fazenda sublinha que os avanços na produtividade e a digitalização da economia brasileira criam condições para que a jornada de trabalho seja reorganizada sem prejuízo à renda, um compromisso crucial para a dignidade de milhões de brasileiros, especialmente os de baixa renda.

Durigan fez a afirmação durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele defendeu que as transformações estruturais no mercado de trabalho ampliaram a capacidade produtiva das empresas e abriram espaço para reorganizações nas jornadas laborais, garantindo mais tempo de descanso para os cidadãos.

“O mundo avançou. As pessoas estão mais produtivas e há ganhos digitais, de comunicação. É preciso reconhecer isso e não passar a conta para a população”, afirmou o ministro, enfatizando a importância de proteger o poder de compra e a qualidade de vida.

Dario Durigan assegurou que o governo fará questão de incluir, em qualquer proposta aprovada pelo Congresso Nacional relacionada à redução da escala semanal, mecanismos de proteção aos trabalhadores. “Vamos fazer questão de incluir, em qualquer medida que seja aprovada no Congresso, a proteção à não redução de salário. Não vai haver redução de salário”, declarou, garantindo a manutenção integral dos vencimentos.

O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou prioridade na agenda do governo federal e ocupa espaço central nas discussões legislativas sobre jornada de trabalho. Propostas em tramitação no Congresso preveem desde a redução da carga semanal para 40 horas até modelos com quatro dias de trabalho por semana, visando um equilíbrio maior entre vida pessoal e profissional.

Ao defender a mudança, o ministro destacou o perfil dos trabalhadores mais afetados pela atual escala: aproximadamente três em cada dez brasileiros trabalham seis dias por semana, sendo que a maior parte pertence às faixas de renda mais baixa.

“Estamos falando de 80% que ganham até dois salários mínimos. É o trabalhador de mais baixa renda. Quem tem mais alta renda está conseguindo escalas mais razoáveis”, afirmou Durigan, ressaltando o impacto positivo na vida de milhões.

Dario Durigan argumentou que a proposta busca adaptar as relações de trabalho aos ganhos de eficiência acumulados nos últimos anos, permitindo a ampliação do período de descanso sem comprometer salários. “A ideia é reconhecer o ganho de produtividade e fazer com que a gente transicione de uma realidade em que a pessoa tem um dia para descansar, para dois dias de descanso”, explicou, vislumbrando um futuro com mais bem-estar.

O tema é analisado simultaneamente por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e de um projeto de lei apresentado pelo governo federal. As discussões avançam em uma comissão especial da Câmara dos Deputados, que pretende consolidar diferentes propostas em um texto único antes da votação em plenário, demonstrando o caráter deliberativo e ainda não definitivo da questão.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário