DECISÃO EM REDES SOCIAIS

Ministro do TSE manda remover vídeo que associava PT a facções

Foto do ministro André Mendonça.
Ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE.

Publicação do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) alegava ligação do Partido dos Trabalhadores com crime organizado. Ministro André Mendonça considerou que não há provas e determinou a retirada em 24 horas.

O ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de um vídeo publicado nas redes sociais pelo deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ). A decisão, tomada na sexta-feira, 19 de julho de 2026, atende a um pedido da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), que alegou a disseminação de conteúdo inverídico. O material em questão relacionava o Partido dos Trabalhadores (PT) ao crime organizado, levantando sérias preocupações sobre a dignidade e a lisura do processo eleitoral.

Na postagem, o parlamentar apresentava "grandes suspeitas" sobre o suposto financiamento de campanhas do PT por facções criminosas nos Estados Unidos. Ao analisar a representação, Mendonça ressaltou a ausência de qualquer elemento probatório que sustentasse a grave acusação. O ministro enfatizou que a divulgação de alegações sem o mínimo de comprovação pode comprometer a integridade do debate político e induzir o eleitorado ao erro, afetando diretamente a confiança nas instituições democráticas.

A liminar imposta estabeleceu o prazo de 24 horas para que o vídeo fosse retirado do ar, com a aplicação de multa diária em caso de descumprimento. A decisão também veda expressamente a republicação, o impulsionamento ou qualquer nova divulgação do conteúdo. As plataformas digitais responsáveis já foram notificadas para o cumprimento imediato, visando conter a propagação de desinformação.

Este caso, que impacta a reputação de uma agremiação política e a percepção pública sobre a integridade das eleições, ainda será submetido ao Plenário do TSE para referendo dos demais ministros. A CNN Brasil buscou contato com o deputado Sóstenes Cavalcante para obter sua versão dos fatos, mas não obteve retorno até a data desta publicação. Até o domingo, 21 de julho de 2026, o vídeo não havia sido apagado das redes.

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