INCLUSÃO E CIDADANIA

TSE implementa novas ferramentas de acessibilidade nas urnas para eleições

Interface de urna eletrônica com recursos visuais e de libras
Recursos de acessibilidade na urna eletrônica facilitam o voto de eleitores com deficiência — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Justiça Eleitoral amplia recursos de voz e Libras para quase 2 milhões de eleitores com deficiência visando maior autonomia em outubro.

A Justiça Eleitoral expandiu as ferramentas de acessibilidade das urnas eletrônicas para garantir que o processo de escolha dos representantes seja exercido com total autonomia. A iniciativa, anunciada na segunda-feira (3) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), visa atender a um contingente de quase 2 milhões de eleitores que declararam possuir algum tipo de deficiência, um número que representa um crescimento de 40% em relação ao pleito de 2022.

O projeto contempla melhorias significativas na experiência do eleitor no momento da votação em outubro. Para pessoas com baixa visão, as telas exibirão letras maiores com uma nova fonte tipográfica. Já os eleitores com deficiência visual contarão com o aprimoramento da voz sintetizada, que pronuncia de forma clara os cargos, os números digitados e os nomes dos candidatos, permitindo o acompanhamento integral de cada etapa pelo fone de ouvido.

Para a comunidade surda que utiliza a Linguagem Brasileira de Sinais como língua primária, a urna apresentará uma narradora virtual. Localizada no canto da tela, a personagem traduzirá as informações escritas para Libras, eliminando barreiras linguísticas no exercício do voto. Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, destaca que o recurso foi desenhado especificamente para aqueles que não foram alfabetizados em língua portuguesa.

Durante a abertura dos trabalhos do segundo semestre, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reforçou o compromisso da instituição com a transparência e a evolução tecnológica. Ao classificar a urna eletrônica como um patrimônio da democracia brasileira, o ministro pontuou que o aprimoramento contínuo busca não apenas modernizar o sistema utilizado por mais de 158 milhões de brasileiros, mas também reafirmar a auditabilidade do processo eleitoral por meio da participação cidadã e da informação qualificada.

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