IMPOSTO SELETIVO AVANÇA

Ministro defende imposto do pecado em 2027 e propõe debate com setores

Foto de Dario Durigan, Ministro da Fazenda, em evento.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, fala sobre a reforma tributária.

Dario Durigan, da Fazenda, quer acordo com a economia e o Congresso para tributar bens como bebidas e cigarros a partir de janeiro de 2027, garantindo a transição do sistema.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, indicou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que o imposto seletivo, parte da reforma tributária e com incidência sobre bens como bebidas alcoólicas e tabaco, deve ter seu debate com os setores econômicos concluído ainda em 2026. O objetivo é que o tributo entre em vigor em janeiro de 2027, permitindo que a transição dos sistemas tributários já incorpore essa nova taxação.

"A ideia é que a gente pactue com os diferentes setores que vão ser impactados pelo imposto seletivo, de maneira a fazer um processo em que comecemos sem grandes discussões de imposto seletivo, mantendo a carga que hoje eles têm no IPI", explicou o ministro em entrevista ao Jota.

A previsão é que as reuniões com os setores ocorram em duas semanas, após uma viagem de Durigan à China, agendada entre os dias 20 e 28 de junho. O ministro também prevê conversas com líderes do Congresso Nacional para buscar o encaminhamento da proposta no Legislativo. A definição da base para a implementação do imposto, a chamada "virada de chave", precisa ser estabelecida ainda em 2026.

"A proposta tem de ser encaminhada este ano, em comum acordo com os setores e os líderes do Congresso, a tempo de cumprir a noventena", afirmou Durigan, referindo-se ao período de vacância legal que antecede a aplicação de novas leis.

Ele acrescentou que, com um acordo sólido entre os setores produtivos e a liderança política, o tema poderá ser apresentado antes das eleições e votado posteriormente. Essa estratégia visa assegurar a previsibilidade e a efetividade da nova tributação, minimizando impactos negativos e promovendo uma transição organizada para a economia.

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