DEBATE NECESSÁRIO
Ministro da Fazenda: ajuste no arcabouço fiscal será necessário para próximo governo
Dario Durigan defende que discussão sobre parâmetros da regra fiscal é essencial e que medida já permitiu controle da inflação e baixo desemprego.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou nesta sexta-feira, 19 de junho de 2026, que o próximo governo brasileiro enfrentará a necessidade de debater os parâmetros do arcabouço fiscal. A declaração surge em um momento de intensas discussões sobre o futuro das contas públicas do País.
Criada durante o terceiro governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a regra atual limita o crescimento real anual da despesa à metade da expansão da receita. Esse limite se estabelece entre um mínimo de 0,6% e um máximo de 2,5%.
Em entrevista ao portal Jota, Durigan comentou: "Certamente agora, com a proposta da oposição PEC para cortar gastos, nós vamos ter de fazer esse debate". Ele ressaltou que a estratégia fiscal adotada tem se mostrado eficaz, com a manutenção de uma inflação baixa e o desemprego atingindo mínimas históricas.
O ministro considera a modificação dos parâmetros do arcabouço uma etapa "democrática" para a gestão econômica. Ele apontou que o governo Lula já promoveu um ajuste fiscal substancial, equivalente a 2% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2023 e 2026.
Durigan enfatizou a importância de uma abordagem equilibrada, que ataque tanto os gastos tributários quanto o controle das despesas. "Essas duas coisas têm de ser feitas, contendo o crescimento do gasto tributário, fazendo revisão contínua e nos preocupando com o crescimento das renúncias fiscais, que a gente viu especialmente nos governos Temer e Bolsonaro", afirmou.
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