INVESTIGAÇÃO COBRA CONTRATOS

Ministério Público cobra contratos de Neymar e Virgínia com Blaze por prática abusiva

Neymar Jr. e Virgínia Fonseca associados à Blaze
Jogador Neymar Jr. e influenciadora Virgínia Fonseca são figuras centrais na divulgação da Blaze no Brasil.

MPDFT abriu inquérito civil para apurar publicidade de apostas esportivas. Documentos de Neymar Jr. e Virgínia Fonseca com a Blaze estão sob análise; empresa pode ser multada em R$ 120 milhões.

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) iniciou um inquérito civil para exigir a apresentação de contratos de publicidade entre o jogador Neymar Jr., a influenciadora Virgínia Fonseca e a empresa de apostas esportivas Blaze. A investigação busca esclarecer supostas práticas abusivas e publicidade enganosa na promoção da plataforma.

A decisão, tomada nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, atende a uma denúncia que sugere que parte do dinheiro arrecadado com as perdas dos apostadores seria destinada ao pagamento dos influenciadores. O promotor Paulo Binicheski requer a integralidade dos contratos, com foco nas diretrizes de marketing e na cláusula que menciona "renda extra".

Elijonas Maia, analista de Segurança Pública, explicou em entrevista à Live CNN que o inquérito abrange questões consumeristas e a relação com o mercado de apostas. A apuração, neste momento, recai sobre a Blaze, uma das maiores plataformas do ramo no país, e não diretamente sobre Neymar ou Virgínia.

Com vasto alcance em redes sociais – Neymar com mais de 230 milhões de seguidores e Virgínia com mais de 50 milhões no Instagram –, ambos são figuras centrais na divulgação da Blaze no Brasil. A investigação visa garantir a transparência e a proteção aos consumidores diante de estratégias de captação de clientes que podem induzir ao erro.

Além dos contratos dos influenciadores, o MPDFT solicitou detalhes sobre os procedimentos da Blaze para abertura, manutenção e encerramento de contas de usuários, incluindo fluxos de análise e comunicação com o consumidor. A plataforma teria faturado cerca de R$ 600 milhões em 2025, o que pode levar a uma condenação por dano moral coletivo de até R$ 120 milhões.

A dignidade e o direito à informação clara e precisa do consumidor estão no centro desta investigação. A possibilidade de práticas enganosas e o uso de celebridades para promover jogos de azar levantam sérias questões sobre responsabilidade e impacto social.

Procuradas pela CNN Brasil, as assessorias de Neymar e Virgínia não retornaram até a publicação desta matéria. A assessoria de Virgínia informou que não comentará o caso. O portal mantém o espaço aberto para manifestação das partes e o texto será atualizado conforme novas informações surgirem.

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