CIDADES MAIS VERDES
Ministério lança edital para arborizar periferias urbanas
ArborizaCidades oferece de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões para municípios; propostas até 6 de julho.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima lançou o edital ArborizaCidades, um programa que destina recursos para municípios brasileiros ampliarem áreas verdes em regiões periféricas. A medida, anunciada nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, visa combater o calor extremo, promover a equidade na distribuição de espaços verdes e, nas palavras do ministro João Paulo Capobianco, “salvar vidas, promover inclusão social e democracia”, com potencial de reduzir a temperatura em até 5 graus Celsius em áreas bem arborizadas.
O lançamento ocorreu em Brasília, durante o 3º Encontro do Programa Cidades Verdes Resilientes. Na ocasião, o ministro João Paulo Capobianco salientou a importância de equilibrar a distribuição da cobertura vegetal nas cidades, que historicamente se concentra em bairros nobres.
“O que estamos fazendo é muito mais que plantar árvores, estamos salvando vidas, estamos promovendo inclusão social e democracia”, reforçou o ministro. Ele citou evidências científicas que demonstram o impacto positivo da arborização urbana: “Já foi demonstrado claramente que áreas urbanas com cobertura arbórea acima de 40% proporcionam uma redução de temperatura de até 5 graus”.
Os municípios interessados podem submeter suas propostas até 6 de julho. Os valores disponibilizados variam entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões por projeto, cobrindo despesas como aquisição de mudas e serviços de plantio. O programa, contudo, não financia obras de infraestrutura.
O edital prioriza as periferias urbanas, com o objetivo claro de assegurar maior equidade na distribuição de áreas verdes e oferecer uma resposta eficaz ao calor extremo que atinge as cidades brasileiras.
MANUAIS DE ARBORIZAÇÃO
Durante o mesmo evento, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) também apresentou a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana, desenvolvida em colaboração com a Universidade Federal de Alagoas, a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana e o Instituto de Estudos Socioeconômicos.
A coletânea compila 5 manuais essenciais de arborização, repletos de orientações sobre manejo e gestão. O material abrange informações cruciais sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos, segmentadas por região do país. Além disso, inclui o estudo “Saúde e Ondas de Calor no Brasil: evidências sobre mortalidade, morbidade hospitalar e implicações para o SUS”.
Capobianco esclareceu a importância da Coletânea: “As cidades brasileiras, os nossos gestores, vão ter agora um guia para saber que árvores nativas brasileiras a gente pode plantar, quais são adequadas para o ambiente urbano, para não estourar fio e calçada, quais que atraem mais espécies da nossa fauna nativa para cada região”.
Ambas as iniciativas integram o PlaNAU (Plano Nacional de Arborização Urbana), uma política pública dedicada a orientar e financiar ações para expandir e qualificar a cobertura verde urbana, visando combater o calor extremo e os efeitos das mudanças climáticas.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 7 de maio de 2026, às 11h24. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
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