SAÚDE E CLIMA

Ministério da Saúde amplia Força Nacional do SUS para atender emergências em até 12 horas

Ministro Alexandre Padilha em evento do Ministério da Saúde.
Alexandre Padilha, Ministro da Saúde, anuncia expansão da Força Nacional do SUS em Brasília.

Com a criação de oito novas bases, a Força Nacional do SUS (FNSUS) poderá responder a desastres em até 72 horas. Iniciativa visa reforçar atuação em emergências climáticas.

O Ministério da Saúde decidiu expandir a Força Nacional do SUS (FNSUS) com a criação de oito novas bases em todo o país. A medida, anunciada nesta terça-feira, 30/06/2026, pelo ministro Alexandre Padilha em Brasília, permitirá que equipes de resposta rápida cheguem a cenários de emergência em até 12 horas e iniciem ações em até 72 horas após a ocorrência de desastres. Essa decisão é crucial para reforçar a capacidade de resposta do SUS, especialmente diante do agravamento de emergências climáticas, tratadas agora como uma questão de saúde pública. A expansão visa aproximar equipes, equipamentos e estruturas dos territórios, garantindo um atendimento mais ágil e eficaz à população em momentos de crise, o que eleva a dignidade e a segurança dos cidadãos.

As novas unidades da FNSUS, que contarão com equipes de resposta rápida, viaturas, drones e comunicação via satélite, serão implantadas até 2027 em cidades estratégicas como Porto Alegre (RS), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ), além de unidades nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A estrutura será fundamental para atuar em áreas de difícil acesso, onde o impacto de desastres costuma ser mais severo.

Em paralelo, o governo implementará os Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC) em todas as regiões. Com um investimento de R$ 9 milhões e equipes multidisciplinares, esses centros integrarão dados epidemiológicos, climáticos e sociais para monitorar riscos, emitir alertas antecipados e fornecer suporte à tomada de decisão por gestores e profissionais de saúde. O objetivo é fortalecer a prevenção e a capacidade de adaptação do sistema de saúde aos eventos extremos.

Outra novidade é o Painel Nacional de Monitoramento de Calor Extremo. Ferramenta inédita que prevê riscos associados a ondas de calor em todos os municípios brasileiros com até cinco dias de antecedência, combinando dados climáticos e de vulnerabilidade social. Esta iniciativa é um passo importante para proteger a população mais exposta aos efeitos do aquecimento global.

Todas essas ações integram o programa AdaptaSUS, que estabelece metas para a adaptação do setor de saúde às mudanças climáticas até 2035, com investimentos vultosos direcionados à prevenção e resposta a desastres. A expectativa é que o programa consolide a resiliência do SUS frente aos desafios impostos pela crise climática.

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