TRABALHO EXTRA PRIVADO
Michelle Bolsonaro esclarece pagamento a cozinheira do PL
Ex-primeira-dama detalha pagamento particular e uso de comprovantes para refutar acusações sobre profissional autorizada a auxiliar ex-presidente.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) defendeu a cozinheira Rainê dos Santos de acusações sobre irregularidades em sua jornada de trabalho. A manifestação, feita em seu perfil no Instagram nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, esclarece que a profissional, embora funcionária do Partido Liberal, presta serviços particulares na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro após o expediente, com pagamentos custeados pela própria ex-primeira-dama. A nota veio em resposta a uma reportagem que questionou a situação da cozinheira, cuja presença na casa de Bolsonaro foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, visando garantir a assistência ao ex-presidente em prisão domiciliar.
Rainê dos Santos, que trabalha há oito anos com a família do ex-presidente, recebeu a autorização do ministro Moraes na quarta-feira, 6 de maio de 2026, para frequentar a casa de Jair Bolsonaro. O ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde março de 2026, também por decisão do mesmo magistrado.
Em sua nota de esclarecimento, Michelle Bolsonaro explicou que precisa de ajuda com o serviço doméstico devido a uma lesão na mão. Ela afirmou que a cozinheira, apesar de ser funcionária do Partido Liberal, realiza serviços adicionais em sua casa depois do expediente. A ex-primeira-dama assegurou que todos os pagamentos a Rainê por essas atividades extras, incluindo o transporte, são feitos de forma particular, com seu próprio dinheiro.
Para reforçar a sua argumentação e desmentir o que chamou de “irresponsabilidade sensacionalista”, Michelle anexou comprovantes de pagamento pelos serviços prestados e pelo transporte da cozinheira. Ela criticou o que descreveu como a busca por cliques e fama por parte de alguns jornalistas, em detrimento da fidelidade ao papel informativo da imprensa.
Michelle Bolsonaro enfatizou a importância da “segurança alimentar de um ex-presidente que é perseguido e que já sofreu uma tentativa de assassinato”, destacando que a cozinheira é uma pessoa de confiança, que acompanha a família desde os tempos em que moravam no Rio de Janeiro. A ex-primeira-dama questionou: “Não posso contratar uma ajudante e pagá-la com o meu dinheiro?”
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