EDUCAÇÃO DE SURDOS

Michelle Bolsonaro afirma que política para educação de surdos foi elaborada no governo Bolsonaro

Michelle Bolsonaro
Michelle Bolsonaro. Foto: Beto Barata

Ex-primeira-dama alega que iniciativa lançada por Lula foi criada durante a gestão de Jair Bolsonaro, mas impedida de ser implementada por ação judicial. A declaração surge após críticas de apoiadores bolsonaristas.

[ { "type": "paragraph", "props": {"content": "A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro declarou, neste sábado, 04/07/2026, que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sexta-feira, 03/07/2026, foi concebida e apresentada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "A manifestação ocorreu nas redes sociais após Michelle ter sido criticada por apoiadores bolsonaristas por elogiar a nova política pública. "Sempre fui uma defensora das pessoas com deficiência. Essa é a pauta do meu coração e ela está acima de qualquer ideologia ou partido", escreveu a ex-primeira-dama.", "align": "left"} }, { "type": "image", "props": {"url": "https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/06/Michelle-foto-Beto-Barata-830x468.jpg", "caption": "Michelle Bolsonaro. Foto: Beto Barata", "alt": "Michelle Bolsonaro", "align": "center"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Em sua publicação, Michelle detalhou que a proposta foi desenvolvida na gestão Bolsonaro, mas que uma ação judicial teria inviabilizado sua implementação antes do término do mandato, em 2022. "A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos — lançada hoje — foi elaborada e apresentada em nosso governo, fruto do nosso carinho e cuidado para com a Comunidade Surda. Infelizmente, uma ação judicial atrasou a tramitação e não foi possível entregá-la antes do fim do nosso governo", afirmou.", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "A declaração de Michelle segue uma primeira postagem em que ela comemorava a iniciativa. Contudo, a ex-primeira-dama passou a receber críticas de militantes e políticos ligados ao bolsonarismo. Em plataformas digitais, alguns usuários a rotularam de "traidora" e divulgaram montagens que associavam sua imagem ao Partido dos Trabalhadores (PT).", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Para justificar sua posição, Michelle relembrou a sanção da Lei Amália Barros, sancionada durante o governo Bolsonaro. A norma, proposta pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE), reconhece a visão monocular como deficiência sensorial, ampliando o acesso a direitos e benefícios para pessoas com deficiência. "Jair não olhou quem apresentou o projeto. Avaliou o bem que iria fazer às pessoas e sancionou com alegria a Lei", declarou.", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "Ao finalizar sua mensagem, a ex-primeira-dama ressaltou que o foco do debate deve recair sobre os beneficiários da nova política. "O mais importante não é quem apresentou a Política, mas sim quem se beneficiará dela — a Comunidade Surda! Eles estão de parabéns!", concluiu.", "align": "left"} }, { "type": "paragraph", "props": {"content": "O episódio ocorre em um contexto de tensão entre Michelle Bolsonaro e parcelas da base bolsonarista. Recentemente, a ex-primeira-dama relatou ter sofrido uma "punhalada" de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro, durante disputas internas no espectro conservador. Após o incidente, Michelle reuniu-se com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e decidiu deixar a liderança do PL Mulher.", "align": "left"} } ]

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