IMPACTO NA IMAGEM
Meta suspende conta de influenciadora por exibir crianças sem autorização judicial
Novas regras do ECA Digital exigem alvará judicial para perfis que monetizam conteúdo infantil. Decisão visa proteger dignidade e rotina de menores.
A plataforma Meta suspendeu, nesta domingo, 28/06/2026, a conta da influenciadora Yasmim Castilho, com mais de cinco milhões de seguidores, por exibir seus filhos em conteúdo com retorno financeiro sem a devida autorização judicial. A decisão cumpre a Lei de Proteção a Crianças e Adolescentes na Internet, conhecida como ECA Digital, que entrou em vigor em março e determinou um prazo de 90 dias para adaptação das regras.
A partir de agora, as redes sociais são obrigadas a solicitar autorização judicial de perfis que produzem conteúdo monetizado ou impulsionado com a imagem ou rotina de crianças e adolescentes, incluindo influenciadores mirins. O objetivo é garantir que a exposição digital não prejudique a dignidade, a infância e o desenvolvimento saudável dos menores.
Segundo Yasmin Castilho, após a suspensão, a família providenciou o alvará e a conta foi restabelecida em menos de 24 horas. A resolução do Conselho Nacional de Justiça estabelece que a licença especial avaliará a adequação da atividade à idade do menor e a inexistência de pressão dos responsáveis. A autorização definirá também a proteção do patrimônio gerado, o tempo máximo e a frequência das atividades online.
O juiz determinará o tempo para descanso, refeições e frequência escolar do influenciador mirim, com participação do Ministério Público na autorização e fiscalização. O alvará terá validade de um ano para crianças e um ano e meio para adolescentes.
A legislação proíbe ainda a produção de conteúdo de natureza sexual, que promova apostas ou jogos de azar, com discurso de ódio ou violência, ou que exponha crianças e adolescentes a situações vexatórias ou degradantes. A medida busca priorizar a infância, a vida escolar e comunitária, além de limitar o tempo de tela e a exposição a vidas idealizadas.
O pediatra Daniel Becker reforça a necessidade de limitar o tempo dedicado a essas atividades e alertar sobre a natureza editada e fantasiosa da vida dos influenciadores para evitar comparações prejudiciais.
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