FUTURO DO STF
Messias se movimenta por apoio antes de sabatina crucial no Senado
Ministro da AGU articula encontros estratégicos em Brasília na véspera de votação para o Supremo. Aprovação exige 41 votos de senadores.
A intensa movimentação política em Brasília marca os dias que antecedem a sabatina do ministro da AGU, Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula ao Supremo Tribunal Federal. Em um esforço crucial para angariar apoio, Messias participou de almoços e reuniões estratégicas nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, e na semana anterior, consolidando a busca por votos que podem definir a futura composição da mais alta corte do país. A aprovação exige no mínimo 41 dos 81 senadores, sublinhando a importância de cada articulação neste processo.
Um dia antes de seu importante compromisso no Senado Federal, Jorge Messias, o atual ministro da Advocacia-Geral da União, almoçou com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com senadores e dirigentes do PSB. O encontro ocorreu na capital federal, Brasília, e foi cuidadosamente articulado por Alckmin, que é filiado à sigla. Entre os presentes, destacou-se o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), nome que chegou a ser cogitado para a mesma vaga no STF à qual Messias foi indicado.
A reunião, que visava a solidificação de apoios, também contou com a presença do presidente nacional do PSB, João Campos, e aconteceu em uma casa localizada no Setor de Mansões Dom Bosco (SMDB), uma área nobre da capital federal, reconhecida por abrigar personalidades e encontros de alto nível.
Este almoço se soma a outros movimentos estratégicos. Apenas cinco dias antes, na quinta-feira, 23 de abril de 2026, Jorge Messias já havia se encontrado com o senador Rodrigo Pacheco e com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A reunião ocorreu na residência do ministro do STF Cristiano Zanin, que articulou o encontro, evidenciando sua proximidade com o atual titular da AGU e seu papel nas negociações.
A sabatina de Jorge Messias, crucial para sua confirmação na vaga do Supremo Tribunal Federal, está agendada para quarta-feira, 29 de abril de 2026, com início previsto para as 9h, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A expectativa no cenário político é que a indicação receba análise e votação no plenário da Casa no mesmo dia, onde o ministro precisará angariar o apoio de, no mínimo, 41 dos 81 senadores para sua aprovação. Este é o último e mais decisivo passo para a sua entrada na mais alta corte judicial do país, um cargo de imenso impacto na legislação e jurisprudência nacionais.
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