ECONOMIA EM FOCO
Mercado reage a tensões: Ibovespa fecha em baixa e dólar recua
O Ibovespa encerrou em queda de 0,17% (176.975 pontos), enquanto o dólar recuou 1,37%, a R$ 4,998, nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026. A cautela global e indicadores domésticos moldaram o dia dos investimentos.
Investidores observaram nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, o Ibovespa fechar em leve queda de 0,17%, atingindo 176.975 pontos, enquanto o dólar recuou 1,37%, negociado a R$ 4,998. Este movimento no mercado financeiro brasileiro refletiu uma combinação de cautela externa e a leitura de novos indicadores econômicos domésticos, impactando diretamente os investimentos e o poder de compra dos cidadãos.
Apesar de o dólar ter demonstrado uma correção para baixo, aliviando o custo de produtos importados e viagens ao exterior, a performance da bolsa de valores, influenciada por grandes empresas, gerou preocupação entre os acionistas.
Queda da Vale limita recuperação do Ibovespa
O desempenho negativo das ações da Vale impediu um avanço mais consistente do principal índice brasileiro. Os papéis da mineradora recuaram 2% ao longo do pregão, contaminando parte do setor ligado a commodities metálicas. Esta desvalorização impacta diretamente os fundos de investimento com exposição à empresa, afetando a carteira de milhares de brasileiros.
Entre as maiores perdas do dia também estiveram os ativos da CSN Mineração, que despencaram 9,32%, além da CSN, com queda de 4,21%.
Na outra ponta, empresas ligadas ao setor de petróleo sustentaram parte do mercado acionário brasileiro. A Brava Energia, a Petrobras e a PetroRecôncavo avançaram mais de 2%, acompanhando a disparada do petróleo no exterior, um alívio para os investidores dessas companhias.
A maior valorização do Ibovespa ficou com a Copasa, que subiu 3,48%, seguida pela Hapvida, com alta de 3,05%. Já a Braskem reverteu perdas observadas ao longo do pregão e encerrou o dia com valorização de 1,64%.
Petróleo dispara após pressão de Trump sobre o Irã
O avanço das petroleiras ocorreu em meio à forte alta dos contratos internacionais do petróleo, impulsionados pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O barril do Brent para julho avançou 2,59%, encerrando cotado a US$ 112,10. Já o WTI subiu 3,33%, para US$ 104,38. A escalada nos preços do petróleo pode refletir em um aumento no custo dos combustíveis, impactando diretamente o bolso do consumidor.
O mercado reagiu a novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que voltou a pressionar o Irã por um acordo diplomático e afirmou que “o tempo está se esgotando” nas negociações envolvendo o programa nuclear iraniano.
Segundo veículos da imprensa internacional, Trump teria desistido de uma ofensiva militar prevista contra o Irã após articulação de líderes do Oriente Médio. Ainda assim, o presidente afirmou que os Estados Unidos permanecem preparados para agir “a qualquer momento” caso não haja avanço nas tratativas.
Dólar recua após ajuste no mercado e repercussão política
No mercado de câmbio, o dólar devolveu parte da alta registrada na última sexta-feira, 15 de maio de 2026, em um movimento influenciado tanto pelo cenário doméstico quanto pelo enfraquecimento global da moeda americana. A desvalorização do dólar frente ao real é uma notícia bem-vinda para quem consome produtos importados ou planeja viagens ao exterior.
Investidores reduziram posições defensivas após a divulgação de nova pesquisa eleitoral mostrando empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuou 0,29%, aos 98,995 pontos.
O euro avançou 0,33%, para US$ 1,1654, enquanto a libra esterlina teve alta de 0,82%, cotada a US$ 1,3433.
IBC-Br reforça percepção de desaceleração econômica
Na agenda doméstica, investidores seguiram repercutindo dados mais fracos da atividade econômica brasileira. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em março na comparação com fevereiro, resultado pior do que o esperado pelo mercado. Este dado reforça a leitura de desaceleração da economia, um sinal que afeta a confiança de empresas e consumidores sobre o futuro próximo do Brasil.
O dado ajudou a aliviar a curva de juros futuros durante a sessão, o que pode indicar uma menor pressão para o aumento de taxas de juros em empréstimos e financiamentos.
Mais cedo, o Boletim Focus do Banco Central do Brasil mostrou nova elevação das expectativas de inflação para 2026. A projeção para o IPCA subiu para 4,92%, enquanto a estimativa para a taxa Selic ao fim do período avançou para 13,25%. O aumento da inflação corrói o poder de compra e o aumento da Selic encarece o crédito, ambos desafios significativos para a população.
Bolsas americanas fecham sem direção única
Em Wall Street, os índices acionários encerraram o pregão sem direção definida após uma semana marcada por recordes e forte volatilidade.
O Dow Jones avançou 0,32%, aos 49.686,12 pontos.
Já o S&P 500 recuou 0,07%, para 7.403,05 pontos, enquanto o Nasdaq caiu 0,51%, encerrando aos 26.090,73 pontos.
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