ECONOMIA EM ALERTA

Mercado eleva projeção de IPCA para 2026 pela 7ª semana

Mercado financeiro, gráficos de inflação e juros, símbolo da economia brasileira em 2026
Projeções do mercado financeiro indicam elevação da inflação para 2026, impactando a economia brasileira.

Expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo atinge 4,86%; Selic deve fechar o ano em 13%.

O mercado financeiro, conforme revelado no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira, 28 de abril de 2026, elevou pela sétima semana consecutiva a projeção de inflação para 2026. A nova expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atinge 4,86%, um salto significativo que reflete pressões persistentes sobre os preços e uma inflação de março de 0,88%, impactando diretamente o poder de compra do cidadão e a estabilidade econômica do país.

Na semana anterior, a projeção para o IPCA de 2026 estava em 4,80%, e há quatro semanas, em 4,31%. Essa escalada contínua reflete um cenário desafiador, onde grupos como transportes e alimentação puxam a alta, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que registrou um IPCA de 4,14% no acumulado dos últimos 12 meses.

Olhando para os anos seguintes, o mercado financeiro prevê uma convergência gradual da inflação, embora ainda acima do centro da meta no curto prazo. Para 2027, a projeção é de 4%, enquanto para 2028, a estimativa é de 3,61%.

A política monetária continua a ser uma peça-chave nesse panorama. A taxa básica de juros, a Selic, permanece como o principal instrumento de controle inflacionário. Atualmente fixada em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a expectativa é que a Selic encerre 2026 em 13%. Esse patamar é superior ao projetado há quatro semanas, quando a estimativa era de 12,5%. Para 2027 e 2028, a previsão é de um recuo para 11% e 10%, respectivamente. Juros elevados significam acesso mais caro ao crédito para empresas e famílias, o que pode frear investimentos e o consumo, dificultando a retomada econômica.

Apesar de uma trajetória de queda projetada, a Selic ainda se mantém em um nível historicamente alto, resultado de um ciclo de aumentos que começou em setembro de 2024. Desde então, a taxa foi elevada por sete reuniões consecutivas do Copom, atingindo um pico de 15% ao ano, o maior nível desde 2006.

As expectativas para a atividade econômica foram ligeiramente ajustadas para baixo. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu de 1,86% para 1,85%. Para 2027, a estimativa é de expansão de 1,80%, indicando um ritmo de crescimento moderado que demanda atenção para a geração de empregos e renda.

No cenário cambial, o real mostrou um movimento de apreciação nas projeções. A expectativa para o dólar ao fim de 2026 recuou para R$ 5,25, contra R$ 5,30 da semana anterior e R$ 5,40 de quatro semanas atrás. Para 2027 e 2028, as projeções indicam a moeda norte-americana em R$ 5,35 e R$ 5,40, respectivamente.

O conjunto dessas revisões traça um panorama de inflação persistente, juros em patamar elevado e crescimento econômico gradual. Este cenário exige cautela e atenção contínua às políticas que afetam o dia a dia da população, desde o preço dos alimentos no supermercado até as condições de crédito para investimentos e consumo.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário