SOBERANIA NACIONAL

Mauro Vieira: Brasil não se curva a potências externas

Ministro Mauro Vieira em evento no Itamaraty
O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira

Ministro das Relações Exteriores e Alckmin defendem autonomia do país em cenário global conturbado. Acordo Mercosul-UE entra em vigor na 6ª feira, 1º.mai.2026.

Em um posicionamento que reafirma a soberania nacional, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, declarou nesta quarta-feira, 29/04/2026, que o Brasil não se submeterá a potências estrangeiras, nem aceitará ser "quintal de ninguém". Ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin, no Palácio do Itamaraty, Vieira sublinhou a necessidade de autonomia frente ao "colapso da ordem internacional", defendendo a dignidade do povo brasileiro em decidir seu próprio caminho no cenário global.

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira

Durante o evento do Dia do Diplomata, Vieira caracterizou a conjuntura global como um "colapso da ordem internacional", destacando que a política externa brasileira enfrenta uma escolha crucial: "subordinação ou soberania". Ele ressaltou a importância de o Brasil trilhar um caminho independente, longe de influências externas que possam comprometer a autodeterminação nacional. "O povo brasileiro manda em sua própria casa. Não somos, nem queremos ser, a província de nenhuma metrópole", enfatizou, conectando a política externa diretamente à dignidade e à vontade popular.

Embora não tenha mencionado conflitos específicos, o ministro lamentou o declínio do multilateralismo, atribuindo-o a nações que priorizam interesses particulares em detrimento de objetivos comuns. Ele fez um alerta particular para a América Latina, mencionando seu "triste inventário de ingerências estrangeiras" e reforçando a urgência de uma postura soberana para a região.

Em sua própria intervenção, o vice-presidente Geraldo Alckmin abordou desafios regionais e globais. Ele citou a guerra no Oriente Médio e defendeu a vitalidade de rotas marítimas estratégicas, como o estreito de Ormuz, para a economia e a estabilidade mundial. Alckmin também destacou o esforço no combate ao crime organizado e celebrou o acordo Mercosul-União Europeia, que entrará em vigor nesta sexta-feira, 1º.mai.2026, como um marco para o comércio e a integração regional.

“Nossa política externa seguirá investindo na integração com América Latina, África e Ásia, e no comércio internacional baseado em regras. O acordo Mercosul-União Europeia é um marco”, afirmou o vice-presidente, sublinhando a visão estratégica do Brasil para fortalecer laços com outras nações em desenvolvimento e consolidar sua posição no comércio global.

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