PEDIDO DE DESCULPAS

Mauro Pinheiro pede desculpas por arrancar microfone de vereadora em Porto Alegre

Vereador Mauro Pinheiro pedindo desculpas.
Vereador Mauro Pinheiro (PP) pediu desculpas à vereadora Juliana de Souza (PT).

Mauro Pinheiro (PP) se retratou na Câmara de Porto Alegre após retirar microfone de Juliana de Souza (PT) durante sessão; parlamentar do PT acusa colega de violência política de gênero.

O vereador Mauro Pinheiro (PP) pediu desculpas nesta quarta-feira (20) na Câmara de Vereadores de Porto Alegre à colega Juliana de Souza (PT), após ter arrancado o microfone de sua mão na sessão do dia 13 de maio. O incidente ocorreu enquanto a vereadora falava sobre áudios que envolviam Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, revelados pelo portal Intercept Brasil e confirmados pela TV Globo.

Pinheiro declarou que seu ato não teve a intenção de desrespeitar Juliana de Souza pelo fato de ser mulher, alegando que agiu "no calor do debate" e por um "ato involuntário". Juliana de Souza, por outro lado, classificou a ação como violência política de gênero e registrou uma denúncia junto à Ouvidoria Especializada de Gênero, Raça e Diversidades do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul. Ela também solicitou a cassação de Pinheiro na Comissão de Ética da Câmara Municipal, alegando incompatibilidade de conduta com o decoro parlamentar.

A discussão aconteceu durante os debates finais da atualização do Plano Diretor de Porto Alegre. A vereadora Comandante Nádia (PL) havia discursado anteriormente, acusando parlamentares da esquerda de "terrorismo político". Em seguida, Juliana de Souza pediu a palavra e mencionou o vazamento do áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, antes de ter o microfone retirado por Mauro Pinheiro.

Em nota, Mauro Pinheiro afirmou que o ocorrido "não teve qualquer relação com a condição de mulher da parlamentar envolvida" e que a situação foi "estritamente ligada à condução dos trabalhos da sessão e à preservação da ordem regimental". Ele se descreve como um combatente contra a "esquerda e o comunismo" e defende que a violência política de gênero é um tema sério que "deve ser tratada com responsabilidade, rigor e verdade sempre que efetivamente configurada".

O Partido dos Trabalhadores (PT) manifestou que o episódio "é parte de uma escalada de violência e intimidação contra mulheres na política". A legenda reforçou que continuará tomando "todas as medidas cabíveis para responsabilização dos envolvidos e para garantir que nenhuma mulher seja intimidada ou violentada por exercer o direito legítimo de ocupar espaços de poder e representação política."

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