CHOQUE ELEITORAL 2026

Matheus Faustino rompe com o MBL e dispara: “Se descer Jesus Cristo, eu não peço voto”

Matheus Faustino rompe com o MBL e dispara: “Se descer Jesus Cristo, eu não peço voto”

Em entrevista exclusiva, o vereador de Natal e pré-candidato a deputado federal, Matheus Faustino, denuncia exigências do Movimento Brasil Livre (MBL) por R$ 1 milhão e questiona a aplicação de R$ 35 milhões em emendas parlamentares no Rio Grande do Norte.

O vereador de Natal Matheus Faustino anunciou o rompimento com o Movimento Brasil Livre (MBL) e disparou duras críticas ao cenário político do Rio Grande do Norte, incluindo deputados federais da bancada potiguar e a gestão estadual. A decisão de Faustino de se desligar do MBL, revelada em entrevista ao BNews nesta quinta-feira, 07/05/2026, foi motivada por uma imposição do grupo para que ele renunciasse ao mandato e concorresse por uma legenda recém-criada, visando mais o benefício financeiro do partido do que a representatividade popular. Suas declarações não apenas reconfiguram alianças pré-eleitorais para 2026, mas também acendem o debate sobre a ética nas campanhas e a real fiscalização do poder público, temas cruciais para a dignidade e bem-estar da sociedade potiguar.

Pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, Matheus detalhou que a ruptura com o MBL ocorreu após sua recusa em deixar o partido e renunciar ao mandato de vereador para disputar a eleição pela legenda Missão, criada pelo próprio movimento. Ele classificou a exigência como uma “imposição” da direção política do grupo. “Se descer Jesus Cristo e mandar eu pedir voto para certas pessoas, eu não peço”, afirmou, elevando o tom de sua insatisfação.

O vereador revelou que o MBL pretendia utilizá-lo para fortalecer financeiramente o novo partido, mesmo sem chances reais de vitória na disputa eleitoral. “Se eu fizesse 100 mil votos e perdesse a eleição, eu garantia mais de R$ 1 milhão ao partido. Quando percebi que minha candidatura estava valendo mais pelo dinheiro do que pela população, eu saí”, desabafou Faustino. Essa revelação expõe uma lógica eleitoral onde o valor de um candidato pode ser medido em recursos financeiros para um partido, em detrimento do compromisso com o eleitorado e a verdadeira representatividade, impactando a confiança da população no processo democrático.

Durante a entrevista ao BNews, Matheus Faustino citou nominalmente deputados federais de seu próprio grupo político, manifestando a intenção de “tomar o espaço” de parlamentares envolvidos em escândalos. Ele mencionou João Maia, afirmando que o deputado “já foi investigado em escândalo milionário”, e também citou Robinson Faria ao abordar desdobramentos da Lava Jato. O vereador questionou a efetividade da atuação parlamentar: “Cada deputado tem cerca de R$ 35 milhões em emendas por ano. E qual foi o resultado prático que entregaram na ponta?”. Esse montante, que deveria se traduzir em melhorias palpáveis para os cidadãos, levanta a questão da sua real aplicação e do impacto efetivo na vida dos potiguares.

Matheus Faustino também declarou que não apoiará nenhum candidato ao Governo do RN no primeiro turno de 2026. “Não vou apoiar Allyson, Álvaro, nem Cadu. Segundo turno, qualquer um contra o PT”, enfatizou, consolidando seu posicionamento político independente e abertamente anti-PT.

Outro ponto de destaque na entrevista foi o retorno ao caso do pedido de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi, processo do qual ele foi o autor. Apesar de a cassação não ter prosperado, o parlamentar reforçou que a colega não foi absolvida das acusações. “A Brisa não foi inocentada do que fez. Assim como Lula também não foi inocentado. Houve interpretação jurídica e questão de prazo”, argumentou. Ele destacou que o episódio trouxe um resultado prático importante para a administração municipal: a obrigatoriedade de maior transparência nas emendas parlamentares.

Ao avaliar a gestão da governadora Fátima Bezerra, Matheus Faustino teceu duras críticas, afirmando que o governo “beira um dos piores da história do RN”. Ele apontou problemas fiscais, índices de violência alarmantes e a precária situação do Hospital Walfredo Gurgel. “Não é minha opinião apenas. Os próprios dados mostram isso”, declarou, evidenciando o sofrimento da população. A situação do Hospital Walfredo Gurgel, em particular, um dos pilares da saúde pública, reflete o drama de muitos cidadãos que dependem do sistema, clamando por soluções urgentes e dignidade no atendimento.

Reforçando seu perfil de independência e fiscalização, Matheus afirmou que sua principal bandeira, caso chegue à Câmara Federal, será o combate à corrupção e o monitoramento rigoroso do poder público. Ele pretende investigar obras paradas do PAC no Rio Grande do Norte e reiterou que o papel do Legislativo vai muito além da simples distribuição de emendas. “Fiscalizar é muito mais efetivo do que só distribuir emenda”, concluiu.

Ao final da entrevista, o vereador reafirmou seu discurso antipetista, revelando que a influência política e ideológica veio de seu avô militar. “Meu avô odiava Lula. Hoje eu entendo tudo que ele falava lá atrás”, finalizou, conectando sua trajetória pessoal aos seus ideais políticos.

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