ESCLARECIMENTOS DO VEREADOR
Matheus Faustino nega inquérito da PF e contesta denúncia de Brisa Bracchi
Parlamentar de Natal contesta alegações de violência política de gênero e afirma que procedimento conduzido pela Polícia Federal ainda está em fase preliminar.
O vereador de Natal Matheus Faustino, filiado ao União Brasil, refutou a existência de um inquérito policial formal contra si ao se manifestar nesta sexta-feira, 10/07/2026. A declaração foi emitida em resposta ao mandato da vereadora Brisa Bracchi (PT), que comunicou ter sido notificada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre a instauração de um procedimento na Polícia Federal voltado a apurar denúncias de violência política de gênero.
Em nota oficial, Matheus Faustino sustenta que sua defesa consultou a Polícia Federal e obteve a informação de que a apuração encontra-se, por ora, em estágio preliminar. Segundo o parlamentar, o trâmite atual decorre de uma notícia de fato encaminhada pelo MPE, fase que antecede a eventual abertura de um inquérito policial propriamente dito.
A controvérsia jurídica gira em torno da interpretação documental sobre o andamento das investigações. Enquanto o mandato de Brisa Bracchi aponta a existência do Inquérito Policial nº 2026.0068323, Matheus Faustino classifica a informação como incorreta, argumentando que as autoridades ainda reúnem elementos para verificar a necessidade de uma investigação criminal formal.
O caso teve origem em uma representação protocolada em fevereiro de 2026 por Victor Eduardo Avelino. A denúncia aponta que a vereadora seria alvo de ataques recorrentes em vídeos publicados nas redes sociais de Matheus Faustino. A promotora eleitoral Cátia Tatiana Hermínio, ao receber o relato, requisitou diligências adicionais para esclarecer os fatos, seguindo protocolos de enfrentamento à violência política contra a mulher.
Ao reiterar sua confiança nas instituições, Matheus Faustino afirmou que prestará os esclarecimentos necessários caso seja notificado oficialmente. O vereador defendeu ainda que sua atuação no legislativo pauta-se pelo debate político e pela fiscalização, prerrogativas resguardadas pela Constituição Federal. Até o momento, a Polícia Federal não confirmou publicamente o status do procedimento.
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