DISPUTA PELO PLANALTO

Novo oficializa candidatura de Romeu Zema à Presidência da República

Romeu Zema discursando em convenção partidária.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, durante convenção nacional do partido Novo em Brasília.

O ex-governador de Minas Gerais busca consolidar seu nome como alternativa à polarização política nacional após dois mandatos no estado.

O Novo oficializa nesta segunda-feira (27), em Brasília, a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República. A decisão, tomada em convenção nacional do partido, marca a estreia do administrador de empresas na disputa pelo Palácio do Planalto, após governar Minas Gerais por dois mandatos consecutivos.

Natural de Araxá (MG), Romeu Zema tem 61 anos e construiu sua trajetória profissional no Grupo Zema, conglomerado familiar fundado pelo bisneto de Domingos Zema. Formado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), ele assumiu o comando dos negócios em 1991, antes de ingressar na vida pública em 2018, quando foi eleito governador ao vencer nomes como Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia (PSDB).

Em sua plataforma eleitoral, o postulante defende uma agenda liberal, com foco no enxugamento da máquina pública, reformas estruturais — incluindo a administrativa e a da Previdência — e a privatização da Petrobras. Segundo ele, o modelo de "corporation" para a estatal afastaria a influência política da companhia.

Zema também tem intensificado críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal). O pré-candidato defende mudanças nas regras para indicação de ministros e o fim das decisões monocráticas, argumentando que a Corte deixou de ser um órgão de pacificação.

Sobre a composição da chapa, o ex-governador mineiro mantém conversas em aberto para a vaga de vice. Entre os nomes cogitados pelo Novo está o de Joaquim Barbosa, ex-presidente do STF. A definição definitiva deve ser apresentada até o dia 5 de agosto, prazo final para o fechamento das convenções partidárias.

A campanha deste ano coloca Romeu Zema em busca de uma posição de distanciamento tanto do PT quanto de Flávio (PL-RJ), especialmente após episódios envolvendo o Banco Master, que geraram desgastes públicos entre o candidato do Novo e o senador do PL.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário