DIPLOMACIA COMERCIAL

Marco Rubio rejeita pedido de Flávio Bolsonaro para anular tarifas contra o Brasil

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em aparição pública.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em março de 2026. (Foto: Divulgação/Casa Branca)

Secretário de Estado dos EUA negou solicitação do senador brasileiro, alegando práticas comerciais irregulares. Decisão sobre sanções aguarda USTR.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, rejeitou na última terça-feira, 23 de junho de 2026, um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que os EUA desistissem de impor tarifas comerciais sobre produtos brasileiros. A resposta de Rubio à carta enviada pelo brasileiro ocorreu em meio a uma disputa comercial que envolve a proposta de Donald Trump de taxar em 25% uma vasta gama de importados do Brasil, decisão justificada pelos EUA sob a alegação de práticas comerciais consideradas desleais."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A iniciativa de taxar produtos brasileiros foi apresentada por Donald Trump em 1º de junho de 2026. A medida visa, segundo os EUA, combater práticas comerciais que prejudicam empresas norte-americanas. As informações detalhadas sobre a decisão e suas justificativas foram publicadas em documento oficial (PDF – 915 kB)."}},{"type":"heading","data":{"level":2,"text":"A Carta de Flávio Bolsonaro"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"No início de junho de 2026, Flávio Bolsonaro enviou uma carta a Marco Rubio solicitando que Washington reconsiderasse a imposição das novas tarifas. Em sua argumentação, o senador brasileiro alertou que a medida poderia gerar "sérios danos" à população do Brasil. Bolsonaro também expressou confiança em sua vitória na eleição presidencial de 2026 e sinalizou a possibilidade de uma aproximação entre seu futuro governo e a administração do então presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano). O conteúdo completo da carta de Flávio está disponível em PDF (165 KB)."}},{"type":"heading","data":{"level":2,"text":"A Resposta de Rubio"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em sua resposta, Marco Rubio agradeceu a proposta de Flávio Bolsonaro, classificando-a como "generosa". Rubio também elogiou o apoio do senador brasileiro à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. No entanto, o secretário de Estado não demonstrou intenção de reverter a nova política comercial. Rubio ressaltou que investigações comerciais em andamento nos EUA continuam indicando práticas irregulares por parte do Brasil. A definição sobre possíveis sanções é uma prerrogativa do escritório do USTR (Representante de Comércio dos Estados Unidos), liderado por Jamieson Greer. "}},{"type":"paragraph","data":{"text":"O representante norte-americano reiterou as críticas dos Estados Unidos a diversas áreas, incluindo comércio digital, sistemas de pagamento eletrônico — como o Pix —, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e o combate ao desmatamento ilegal. Uma imagem da carta de resposta de Rubio foi divulgada."}}]}

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